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Traidores Não Merecem Perdão romance Capítulo 264

Na manhã seguinte, Helena acordou nos braços de Jorge.

O seu sono havia sido profundo e reconfortante.

Parecia que, desde o falecimento dos avós, ela não dormia de forma tão tranquila.

Ao abrir os olhos, Helena franziu levemente a testa observando o luxuoso cômodo ao seu redor.

À medida que a sua consciência retornava, ela lembrou-se de que ainda estava no prédio para onde Carlos Bento a levara!

Ao pensar nisso, toda a sua sonolência desapareceu instantaneamente.

— Acordou?

— Há quanto tempo você não descansa direito? — Ao sentir a reação da mulher em seus braços, Jorge, que usava óculos de aros dourados, baixou o jornal e a observou com um olhar calmo.

Eles estavam casados havia um ano e aquela fora a primeira vez que ele a vira dormir tão profundamente.

O que deixava claro o quão exausta ela estivera nos últimos tempos.

— Você não disse ontem à noite que encontraria uma forma de me tirar daqui hoje? — Helena se levantou da cama, sem a menor vontade de discutir aquele assunto.

Enquanto falava, olhou para o relógio de parede antiquado.

Os ponteiros mostravam que já eram dez da manhã.

— Por que não me acordou mais cedo? — perguntou a mulher, massageando as têmporas em frustração.

Olha a hora que era!

— Qual é a pressa?

— Vá se lavar direito, troque de roupa e eu te levarei daqui — disse Jorge calmamente, saindo da cama de forma elegante e ajeitando as abotoaduras da camisa.

O seu tom de voz e atitude eram tão descontraídos que parecia que a estava levando a um banquete.

Mas o fato era que estavam prestes a cruzar com o chefe do submundo de Roseburg!

Helena ainda se lembrava da cena de quando vira Joaquim Queiroz na noite anterior.

Aquele mastim tibetano ao lado dele...

Carlos Bento havia dito que aquele cachorro devorava pessoas!

Apenas de se lembrar disso, Helena sentia um frio na barriga inexplicável.

Ela mordeu o lábio e lançou mais um olhar a Jorge antes de se dirigir ao banheiro para se arrumar.

Quando saiu, já vestida, Jorge também já havia vestido o seu paletó e a aguardava à porta, impecavelmente arrumado.

Ao vê-la sair, ele estendeu-lhe o braço com um gesto elegante, sinalizando para que ela se apoiasse nele.

Helena revirou os olhos para ele, mas não resistiu, caminhando até ele e envolvendo o seu braço no dele, seguindo-o para fora.

Para surpresa de Helena, os homens de preto que estavam posicionados ao longo do corredor na noite anterior não haviam sido todos retirados, ao contrário do que Jorge havia dito.

Todos eles permaneciam nas mesmas posições, olhando para a frente sem desviar os olhos.

Ocasionalmente, um ou dois deles lançavam olhares ferozes na direção de Helena.

O coração dela se apertou levemente.

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