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Traidores Não Merecem Perdão romance Capítulo 265

— Senhora Junqueira.

A voz solícita de Joaquim trouxe Helena de volta à realidade.

Ao voltar a si, deparou-se com o sorriso bajulador dele: — Quando nos vimos ontem à noite, eu não sabia quem a senhora era, então talvez tenha sido um pouco indelicado...

O Joaquim de agora não exibia mais a aura fria e ameaçadora de quando Helena o encontrara na noite anterior; o seu rosto transbordava obsequiosidade.

Ele deu um passo para trás e se curvou em reverência a Helena: — Senhora Junqueira, peço desculpas pelo meu comportamento de ontem à noite. Sinto muito!

Helena arregalou os olhos, chocada.

Instintivamente, olhou para Jorge, ao seu lado: — Isso...

— Apenas aceite.

— O pedido de desculpas do Senhor Queiroz foi bastante sincero — comentou Jorge, com a expressão impassível, como se a retratação fosse algo que merecia por direito.

Helena franziu as sobrancelhas antes de sorrir de forma um pouco constrangida para Joaquim: — Senhor Queiroz, não há necessidade de ser tão formal. Eu não fiquei ofendida.

Ao ouvir isso, Joaquim suspirou aliviado. Ergueu os olhos para Jorge, ainda mantendo o tom subserviente: — Sr. Junqueira, fiz tudo o que exigiu. Será que o senhor poderia mandar soltar os meus pais e suspender o cerco aos meus negócios?

Enquanto falava, sacou o celular com uma expressão suplicante e mostrou a tela para Jorge: — Desde a madrugada, as ações de todas as minhas empresas, legais ou não, despencaram vertiginosamente. O prejuízo já se aproxima dos cem milhões...

Ao ouvir essa revelação, tudo fez sentido para Helena.

A atitude de Joaquim...

Tudo se devia ao fato de Jorge ter feito a família de Joaquim refém e atacado o conglomerado do mafioso.

Ela sempre acreditou que a influência de Jorge estivesse restrita apenas à região de Arboleda.

Nunca imaginou que, mesmo fora de lá, ele ainda detivesse tanto poder...

Mas, não estava sem sinal ontem à noite? E ele não ficou ao seu lado lendo o jornal o tempo todo?

Quando foi que ele orquestrou tudo aquilo?

— Não tenha pressa.

— Ainda não vi o Carlos Bento e os outros — disse Jorge, lançando um olhar a Joaquim, com a voz serena.

Joaquim entendeu o recado imediatamente e entregou um molho de chaves a Jorge: — Eles estão trancados num galpão no subsolo deste prédio.

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