Cristiano Jardim: "Renata, o que você gosta de fazer normalmente? Por exemplo, no dia a dia, ou comida."
Renata olhou e a mente ficou em branco por um instante. Quase não conseguiu acreditar que Cristiano havia mandado aquela mensagem.
Meio íntimo... não soava como algo que a parte contratante diria para a contratada.
Renata leu cinco vezes inteiras para se certificar de que não leu errado e respondeu com cuidado:
"Gosto de muitas coisas, por quê, Sr. Jardim? Aconteceu alguma coisa?"
Cristiano Jardim: "Nada não, só perguntei. Poderia me descrever um pouco?"
Os olhos de Renata tremeram. Ela não entendia a insistência dele em saber seus gostos.
Ele queria que ela o acompanhasse em eventos?
Era impossível que ele só quisesse conhecê-la.
Renata pensou um pouco e contou brevemente a ele, cerca de umas cem palavras.
Cristiano respondeu pouco depois:
"Certo, entendi."
Renata respondeu com uma concordância. Lembrando do exame de sangue que tinha feito no hospital da última vez, ela perguntou:
"Sr. Jardim, os resultados do exame de sangue da última vez já devem ter saído. Se houver algo, o senhor pode me falar diretamente. Farei o possível no que estiver ao meu alcance."
Ela receava que ele estivesse hesitando por algum motivo, ficando sem graça de ser franco com ela.
Mas, o que é que tem? Da última vez que ele pagou a fiança dela na delegacia, ela nunca esqueceria essa dívida para o resto da vida.
Cristiano Jardim ficou em silêncio por um tempo e respondeu:
"Saíram sim, qualquer coisa entro em contato."
Vendo isso, Renata relaxou:
"Tudo bem então."
Terminando de enviar a mensagem, ela guardou o celular e continuou caminhando em direção ao portão do condomínio.
Àquela hora da tarde, o sol estava quente e cobria seu corpo inteiro.
Mas, de alguma forma inexplicável, ela se sentia muito para baixo, com um aperto no peito... Uma sensação indescritível.
Renata parou e franziu a testa, confusa.
O que estava acontecendo...
...

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