Sérgio achou que Cristiano tinha gostado do anel e entregou-o na hora.
— Se o Sr. Jardim gostou, pode ficar!
Cristiano agarrou o pulso dele de repente, com muita força. Os olhos estavam um pouco vermelhos, com uma atitude hostil.
— Eu perguntei: de onde você tirou esse anel!
O rosto de Sérgio ficou pálido de dor. Olhou para o anel, depois para ele. Sem entender nada e com o coração batendo rápido, gaguejou.
— Eu... eu também não sei. Esse anel, foi... foi da minha esposa que eu peguei... Ah, está doendo!
A esposa dele.
Ou seja, a irmã de Renata, Soraia!
Então...
Caio ficou alerta na mesma hora e olhou para o próprio chefe.
— Sr. Jardim.
Ficava claro que Cristiano também havia pensado naquilo. Ele soltou a mão, e Sérgio caiu no chão na hora.
— O número do quarto.
Sérgio estava apavorado, não se atreveu a esconder nada: — 302...
Assim que falou, Cristiano caminhou direto. Deu passos largos, e acabou correndo.
— Cristiano, eu não tenho dinheiro agora, só consegui comprar um anel de prata. Mas prometo que, quando começar a trabalhar e ganhar dinheiro, compro um anel de ouro para você. Agora, você vai ter que se contentar...
A voz suave da garota, depois de tanto tempo, ainda soava em seus ouvidos. Era como uma fonte quente, e como uma faca cega.
O deixava doce e dolorido.
Foi o que ela disse a ele quando comemoraram três anos juntos.
Naquela época, ela economizou tudo para comprar um par de anéis de prata para eles. Não tinha nem desenhos, no fim foi ela mesma quem gravou à mão, e os dedos até sangraram.
Quando recebeu o presente, o coração doeu. Naquele momento, ele a abraçou forte, pensando que a vida toda iria cuidar bem dela e amá-la. Jamais iria falhar com Luna Martins.
Infelizmente, o céu não atendeu a seu pedido e levou seu tesouro muito cedo.

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