Cynthia desviou o olhar rapidamente, fixando-o na mesa de centro à sua frente.
— Anselmo, já terminei a ligação. Bati na sua porta para devolver o celular.
Anselmo murmurou um "uhum" e se aproximou, curvando-se para pegar o aparelho.
Ele estava de frente para Cynthia. Naquele instante, ela vislumbrou, de forma inesperada, o peito do homem e, sob a luz brilhante do teto, pôde até mesmo ver seus músculos abdominais.
A respiração de Cynthia ficou presa por um momento.
Anselmo pegou o celular e, quando Cynthia pensou que ele voltaria para o quarto, ele se sentou na poltrona ao lado dela.
— Pensei em algo e acho necessário te dizer. — Anselmo olhou para Cynthia, seu olhar calmo e indecifrável.
— O quê?
O homem falou com voz grave:
— Seu namorado não parece ser tão simples quanto aparenta.
Cynthia o olhou surpresa, sem esperar que Anselmo mencionasse Yadson.
Após alguns segundos de espanto, Cynthia baixou os olhos, seus cílios tremendo.
— Eu sei.
Anselmo ergueu uma sobrancelha.
— Você sabe que ele finge ser pobre para te enganar?
Cynthia cerrou os dedos e disse em voz baixa:
— Sim.
— E que ele te trai?
Cynthia novamente murmurou um "sim".
— E não vai terminar com ele?
— Eu pretendo fingir que não sei de nada e, quando chegar a Horizonte Azul, ter um término drástico.
Anselmo ficou em silêncio.
Cynthia continuava olhando para o chão, sem coragem de erguer o olhar.
A presença de Anselmo era opressora demais.
A forma como ele fez aquelas perguntas parecia um interrogatório.
Momentos depois, Cynthia ouviu Anselmo falar novamente:
— Sua mãe está gravemente doente. Seu namorado não ofereceu nenhuma ajuda?

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