Deixando Plínio de lado por enquanto, voltando ao presente, já anoitecera lá fora e a luz dentro de casa estava clara.
Os dois irmãos ficaram sentados por um momento, mas Dionísio logo ficou inquieto.
Limpou a mesa, arrumou os pratos e os talheres, deixando tudo pronto, só esperando Joana trazer a comida para começarem o jantar.
Sílvio, ao vê-lo indo de um lado para o outro, por um instante, sentiu estranheza.
Será que aquele não era o típico papel de uma esposa esperando o marido chegar em casa, pronta para servi-lo a qualquer momento?
Quem poderia imaginar que o Prof. Matos, uma figura de destaque na física, respeitado e ilibado, agora estivesse girando em torno da mesa de jantar, com um pano de prato na mão e organizando a louça?
Sílvio não pôde evitar soltar um leve "tsc".
Dionísio olhou de relance para ele.
Como se soubesse exatamente o que o outro estava pensando, comentou de forma indiferente: "Não critique, o caminho que percorri é o próximo passo que você dará."
Ainda rimou.
Sílvio: "..."
Ele, girando em torno da mesa e das panelas?
Fala sério! Ele era CEO!
Daqueles bem autoritários, sabe?
Mas, na sequência, levou um tapa da realidade—
"Você se atreve a dizer que nunca cozinhou para a Bernarda? Nunca preparou leite para as crianças?"
Sílvio: "..." Não ousou responder.
Dionísio manteve o tom calmo: "Então, não ria dos meus cem passos com seus cinquenta. Somos irmãos, não precisamos nos atacar."
Sílvio achou muito sensato e imediatamente se calou, evitando trazer problemas para si mesmo.
Mas, a paz durou menos de dois minutos. Ele voltou a falar:
"A propósito, você e a Joana reataram?"
Assim que disse isso, foi possível ver claramente o canto dos lábios de Dionísio se elevando, o olhar ficando mais suave. Se o fundo pudesse mudar de cor conforme o humor, não haveria dúvidas de que atrás de Dionísio agora dançavam bolhas cor-de-rosa.
"Sim~"
Sílvio: "..." Que sujeito mais bobo e apaixonado!
Bernarda ficou surpresa: "...Como assim?"
Depois de ouvir toda a história de Joana, o rosto de Bernarda ficou tão fechado que parecia capaz de pingar tinta.
"Como ele teve coragem?! Já deixei ele escapar com vida e ainda assim se acha no direito?!"
Joana não duvidava: se Bernarda pudesse voltar ao momento em que lidou com Oliver, certamente teria resolvido de forma definitiva.
"Calma, eu já perguntei para a Suzana e parece que ela tem seus próprios motivos. Você deveria confiar nela."
Bernarda só então se acalmou, embora ainda estivesse com a expressão carregada.
"Como você acabou vindo para a ilha com o Sílvio Matos?"
Bernarda respondeu: "Aquele sujeito não aguentava mais ficar no Brasil; se eu não deixasse ele vir, acho que teria terminado comigo pelo telefone."
Joana ficou surpresa: "Você tem medo que ele termine com você?"
"?"
"É que eu não quero." Ela sorriu abertamente, sem esconder seus sentimentos. "Afinal, estou bem satisfeita com ele."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Adeus Sem Perdão
A estória desse livro é excelente, mas a troca de nome dos personagens, a troca de nome das cidades e países faz a experiência da leitura ser um pouco chata. Parecendo falta de cuidado da autora na adaptação da tradução....
Gente, agora tem que pagar?...
Não vão mais atualizar?...
Atualizações?...
E as atualizações?...
atualizações pls!!!...
Aguardando mais atualizações!!!...
Por favor mais capítulos!🙏🙏...
Cadê as atualizações!!!?...
Onde estão as atualizações? 🙏🙏...