Mas o conforto gentil que ela esperava nunca veio.
Em vez disso, uma voz masculina caiu pesada sobre sua cabeça.
— Amelia. Sou eu.
Aquela voz...
O corpo de Amelia estremeceu forte.
Era Mason.
Incrédula, ela baixou lentamente o braço e espiou por entre os dedos.
Na luz tênue, a silhueta alta dele quase bloqueava completamente a entrada do armário.
Ajoelhado do lado de fora, ele segurava o celular para iluminar o espaço.
O feixe branco e duro desenhava a linha tensa de seu maxilar. Os lábios finos estavam comprimidos numa linha rígida e fria, os olhos escuros e indecifráveis nas sombras, fitando-a sem piscar—enrolada no canto.
Era mesmo ele.
— Mason? — Os lábios de Amelia tremeram, e o nome escapou instintivamente—suave, trêmulo, quase atordoado.
Como ele está aqui?
Ele não deveria... ter levado Hayden de volta?
Mason não parecia interessado em explicar.
Ao ver o rostinho dela marcado pelas lágrimas, suas sobrancelhas se juntaram quase imperceptivelmente—e então, ele desligou a lanterna do celular.
A escuridão engoliu tudo novamente—tão densa que não dava para ver a própria mão.
Mas essa escuridão era diferente da anterior.
Porque agora havia outra respiração ali—alguém sólido, real. A solidão sufocante se rasgou, só um pouco.
— Saia daí. — Sua voz permaneceu seca, quase sem emoção. Ele estendeu a mão, como se fosse puxá-la.
Mas ser vista assim—tão vulnerável—fez a vergonha de Amelia disparar.
Por um instante, ela esqueceu o medo do trovão. Em vez disso, se encolheu ainda mais no armário, agarrando o batente com as duas mãos, teimosa, recusando-se a sair.
— Eu não vou sair! Estou bem!
Mason não tentou puxá-la de novo. Recolheu a mão.
Os segundos passaram. No espaço apertado, só se ouvia a respiração irregular de Amelia—e o respirar firme e tranquilo do homem.
Quando Amelia achou que ele desistiria e iria embora, Mason se inclinou para frente e se agachou bem diante dela.
— Amelia.
Ele disse seu nome no escuro, voz baixa—mas cortante como uma lâmina.
— Olhe para mim.
Mesmo sem enxergar nada, Amelia sentiu o olhar dele—ardendo na escuridão, fixo nela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Um Casamento Sem Toque, Uma Despedida Sem Lágrimas
O livro é bom, mas na página 109 não atualiza mais, o que está acontecendo? Alguém pode ajeitar por favor....