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Um Vício Irresistível romance Capítulo 238

Jaqueline se virou bruscamente, surpresa, seus belos olhos fixos no homem.

— Do que você está falando? Que absurdo é esse?!

— Você sabe melhor do que ninguém se é absurdo ou não. Jaqueline, já que está comigo, é melhor se comportar. Caso contrário, veremos como eu cuido de você. — Os dedos longos dele brincavam com o pequeno sino no tornozelo dela, enquanto sua voz fria carregava uma ameaça sombria.

Há poucos instantes, os dois estavam envolvidos em carícias e sussurros íntimos. Agora, as palavras do homem eram cortantes e impiedosas.

Jaqueline respirou fundo e, ignorando a dor no corpo, se ergueu lentamente. Com um gesto gracioso, puxou os cabelos longos e ondulados para trás da orelha e soltou uma risada suave.

— Se eu não obedecer, perco tudo, né?

Seu estúdio. Sua melhor amiga. Tudo o que havia conquistado.

O sorriso dela era encantador, sedutor até, mas nos olhos havia um brilho úmido, quase imperceptível.

O homem sentiu uma irritação inexplicável crescer dentro dele. Num movimento brusco, agarrou seu pescoço, os olhos carregados de fúria.

— Jaqueline, você é uma desgraçada! Eu te dou tudo, mas, depois de tantos anos, ainda tem outro homem no coração!

Jaqueline sustentou o olhar dele, sem medo.

— Simão, e você? No seu coração não é a Nanda que está? Com que direito me chama de desgraçada?

Asher era o nome que ela nunca ousou pronunciar. Guardado no canto mais profundo do peito, um segredo enterrado. Achou que, enquanto não falasse, ninguém jamais saberia. Mas Simão descobriu. Já que ele decidiu expor sua ferida, ela não hesitou em enfiar o dedo na dele. No fim, os dois eram iguais. Ele não tinha o direito de julgá-la.

O rosto do homem se contorceu de raiva. Seus dedos apertaram ainda mais o pescoço dela.

— Você ousa se comparar a mim? Você não é nada!

Nanda era seu ponto fraco, um nome que ninguém podia tocar. Mas Jaqueline teve a audácia de jogá-lo na sua cara. Ela queria morrer?

Jaqueline respirou fundo, tentando ignorar a dor sufocante no peito. Seus olhos ficaram vermelhos.

Bufando, vestiu-se com calma. Quando voltou, Jaqueline continuava imóvel, sem nenhuma reação. Ele franziu a testa.

Depois de alguns instantes de hesitação, pegou o celular e ligou para o médico.

Assim que terminou de ajudá-la a se vestir, a porta se abriu.

O médico entrou no quarto e, ao ver a cama bagunçada e as roupas espalhadas pelo chão, entendeu imediatamente o que havia acontecido.

— Faça ela acordar. — A voz do homem soou fria e impaciente.

— Sim, senhor. — O médico respondeu rapidamente e se aproximou da cama.

Olhou para Jaqueline. Seu rosto tinha uma beleza marcante, o tipo de mulher que qualquer homem desejaria. Mas seu pescoço exibia marcas de pressão evidentes.

Não era difícil imaginar o que aconteceu. Simão, provavelmente, perdeu o controle durante o sexo.

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