Nunca esquecerei a expressão de Noble.
Surpresa, decepção, descrença, vergonha, dor e um desprezo inexplicável.
Senti uma dor aguda no peito.
Não sei dizer quando ele foi embora. Eu estava olhando para William tão intensamente que estremeci de raiva.
William, aquele filho da p*ta! Ele não tinha direito nenhum de expor minha privacidade! Como pôde?
Uma vez, cheguei a acreditar que seus genes eram perfeitos, por isso quis ter um filho com ele. Bem, a culpa era minha.
William pareceu ficar de bom humor depois que Noble saiu.
Entregou-me um copo d'água com um canudo dentro. "Não me olhe assim, seus olhos não tão cansados?"
Quebrei o copo: "Some daqui! William, seu desgraçado! Você é pior que um ser asqueroso!"
Quando a água caiu nele, nem sequer ficou com raiva. Em vez disso, inclinou-se e disse baixinho em meu ouvido: "Sim, sou um desgraçado asqueroso, mas eu também era o pai do seu filho. O doutor Noble é bom e gentil. Mas ele nem chegou a tocar a sua mão, não é?"
Tentei dar um tapa na cara dele.
Mas ele pegou meu pulso e deu um beijinho nas costas de minha mão. "Se cuide. A gente conversa quando você estiver melhor."
“Vai se f*der! Sai daqui!" Soltei o pior palavrão de minha vida.
William saiu graciosamente.
Fechei os olhos, sentindo-me extremamente triste.
O que Noble pensaria de mim? Vendo as coisas que ele tinha trazido sobre a mesa, não consegui segurar as lágrimas.
Disse a minha mãe que faria uma viagem a negócios e fiquei sete dias no hospital.
Noble não me ligou ou me enviou mensagens durante aqueles dias.
Katy era a única pessoa que me visitava com frequência.
"Falando nisso, Lizzy, adivinha quem eu vi na empresa hoje?" Katy perguntou enquanto descascava maçãs para mim.

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