Havia suor na testa dele, seus olhos estavam ardendo com um desejo que ele tentava esconder – era sexy de certa forma.
"Seu sem-vergonha!" Olhei para ele com severidade e corri de volta para casa.
Depois de fechar a porta, meu coração ainda batia forte.
Não, preciso parar. Não posso de jeito nenhum ficar sozinha com ele. Esse homem é perigoso demais.
Claro, não tinha me apaixonado por ele.
Mas não havia como negar que meu corpo parecia se lembrar dele e reagia com intensidade.
Na empresa, William Chuang e eu na verdade nunca nos víamos.
Afinal, ele era o chefe todo poderoso, e eu apenas uma pequena supervisora. Não havia chance de encontrá-lo por causa de níveis diferentes, como diretor e atuário-chefe.
Portanto, enquanto eu decidisse evitá-lo, estaria a salvo.
No fim de semana, minha mãe me incentivou a ir ao encontro às cegas, dizendo que tia Zhou já o tinha combinado.
Escolhi um vestido casual e saí. Enfim, era só rotina, maquiagem era uma perda de tempo.
Sem que eu esperasse, a vida pregou mais uma grande peça em mim.
Ao ver o homem, quase desmaiei de tanta empolgação!
Era meu monitor! Meu encontro às cegas acabou sendo com Noble Liu, o monitor do meu ensino médio.
Tive uma queda por ele por sete anos, do colégio à formatura da universidade. Até que ouvi sobre seu noivado e parei de ser fã dele.
Ele ficou chocado ao me ver: "Lizzy Zoe? É você mesmo? Eu pensei que era só coincidência".
Ah, a culpa era toda minha. Nunca escutava quando minha mãe me dizia com quem eu ia me encontrar.
Olhei para ele com gratidão.
Não era mais o jovem bonito daquela época. Suas roupas eram um pouco antiquadas, e seu cabelo tinha começado a ficar ralo, tornando-o muito mais velho do que realmente era.
No entanto, ainda se comportava de forma muito boa, modesta e gentil.
Meus olhos ficaram úmidos de repente.
Sentamos e conversamos sobre como andavam nossas vidas.
Fiquei sabendo que ele tinha acabado o doutorado e tinha se inscrito em um pós-doutorado para estudar a fonologia antiga menos popular.
Ele não tinha casa, nem carro, nem poupança, a única coisa que tinha era talento de sobra.
"Lizzy, que ótimo, eu não experava que fosse você. Ótimo." Esfregou as mãos com entusiasmo: "Na verdade, tem uma coisa que eu sempre quis te dizer".
"O quê?" Sorri suavemente.

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