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Uma Mulher para o Sheik romance Capítulo 37

O noivado de Mahir havia chegado. Todos no palácio do rei Hashib andavam de um lado para o outro para organizar tudo ate a noite. O rei averiguava tudo com um semblante leve. Ele tinha acertado ao chantagear Mahir com o passado e tinha certeza que com isso ele não iria fugir do casamento. Caminhou pelo jardim e sorriu ao ver tudo organizado, voltou para dentro do palácio e procurou saber se os quartos estavam arrumados. Tudo caminhava como o planejado e logo Mahir estaria, oficialmente, noivo de Samira. Sorriu, mais uma vez, vitorioso ao perceber que todos os seus planos estavam se concretizando e logo poderia respirar aliviado ao deixar o trono para Hassan.

Mahir levantou-se da cama sem vontade. O fatídico dia em que ele ficaria noivo havia chegado. Olhou-se no espelho de seu quarto e viu um rosto sem vida, totalmente pálido e sem brilho.

–É bom você gravar essa imagem, porque irá vê-la por anos – falou consigo mesmo. Foi em direção ao banheiro, arrumou-se e se sentou de frente para a varanda. Ele só queria que o dia passasse rápido, ficando noivo logo para poder viver a sua vida em paz sem ninguém ficar lembrando-lhe de seu erro.

Yoon Hee abriu os olhos, ficando tentada a voltar a dormir, mas levantou-se e assim que viu um convite em cima de seu criado mudo lembrou-se do noivado de Mahir.

–Então é hoje – sussurrou séria ao olhar para a varanda de seu quarto. Começou a lembrar-se da primeira vez que o havia visto e tudo que passaram juntos. Sentiu uma pontada em seu coração ao imaginá-lo com Samira. Estava tão imersa em seus pensamentos que não escutou baterem em sua porta e muito menos a entrada de Mary em seu quarto.

–Yoon Hee? – Mary a chamou pela quarta vez.

–Hã? – Yoon Hee virou-se confusa e sorriu ao ver Mary parada atrás de si. – Oi, não escutei você entrando, como está?

–Percebi. Isso é tudo por causa do noivado dele? – ela perguntou carinhosa.

–Talvez, ou eu posso estar apenas nostálgica – disse tentando sorrir – dias como hoje sempre me deixam nostálgicas – falou olhando para o céu – mas veio falar alguma coisa?

–Sim, você tem que separar a sua roupa para mais tarde e deixar tudo preparado. Já felicitou o noivo?

–Não – murmurou.

–Porque não?

–Porque não sei se estou pronta para deixá-lo ir – confessou sem sorrir.

–Oh minha querida – Mary disse a abraçando – você então o ama?

–Não sei. Está tudo tão confuso.

–Relaxe. Não precisa se preocupar. Tudo tem um motivo na vida, Yoon Hee.

–Só espero que o motivo não seja me fazer sofrer – falou com lagrimas nos olhos.

Mary continuou a abraçando enquanto ela chorava. Pela primeira vez Mary desejou que Yoon Hee fosse livre para seguir o caminho que desejasse, e que não sofresse tanto por alguém.

A noite encontrava-se inebriante. As estrelas brilhavam incessantemente enquanto a lua cheia iluminava tudo ao seu redor. Parecia que os céus davam a sua benção a união que estava prestes a acontecer enquanto quatro pessoas sentiam-se vazias ao ver o noivado se aproximar. Mahir não conseguia disfarçar a tristeza que sentia. Samira sentia-se uma marionete nas mãos do rei e de si própria. Yoon Hee disfarçava a sua tristeza com um sorriso no rosto enquanto Hassan permanecia impassível. Apenas uma pessoa permanecia verdadeiramente feliz com tudo aquilo: Rei Hashib.

Yoon Hee olhou-se no espelho mais uma vez em seu quarto e sorriu ao ver a sua imagem no espelho. Ela estava vestindo um longo vestido de seda, colado ao corpo, de cor vinho, tomara que caia, acinturado. Ela deixou os seus cabelos presos em um penteado moderno, com algumas mechas emoldurando o rosto, colocou os saltos, altos e finos e suspirou. Ficou olhando para a sua imagem e sorriu ao ver a imagem de Hassan aparecer ao seu lado refletido no espelho.

–Vim lhe trazer isto – ele falou entregando-lhe uma caixa quadrada de veludo.

–O que é? – ela perguntou pegando a caixa de sua mão, e ao abrir não conseguiu conter um misto de surpresa e admiração. – São lindas – falou ao olhar para as jóias a sua frente. O colar era de diamantes, mas o seu pingente era redondo e sua pedra era uma Safira Padparadscha, uma safira de coloração laranja rosada. Os brincos, a pulseira e o anel faziam conjunto ao colar. Ela os colocou sentindo-se maravilhada.

–Gostou? – perguntou ao olhar para ela usando as jóias.

–São lindas, obrigada.

–Não precisa agradecer. Eu deveria lhe dar mais jóias considerando que és a esposa de um sheik. – ficou atrás dela, colocando as suas mãos em sua cintura – essa safira que esta em seu pescoço é de uma classe de safiras e rubis, ela possuía uma coloração única, descrita, de uma forma romântica, como uma mistura de por do sol com a flor de lótus. Assim que eu a vi, por algum motivo ela me lembrou você. A comprei há poucos dias, mas não tive ocasião para lhe entregar. Espero que tenha gostado.

–Eu realmente adorei – disse encantada pelo olhar dele. E pela primeira vez observou-o atentamente aquele dia. Ele estava deslumbrante em seu smoking preto. – Você está lindo – sussurrou.

–Obrigado – sorriu – estás à mulher mais bela de Abu-Dhabi – falou em seu ouvido deixando-a corada.

Ficaram se encarando pelo reflexo do espelho, inconscientes da presença de Jihad no quarto. Quando Hassan estava prestes a beijar Yoon Hee, o seu secretario tossiu, anunciando a sua presença.

–É melhor irmos alteza. Se não chegaremos atrasado.

–Certo – Hassan falou sem tirar as mãos da cintura de sua esposa – Já enviou o presente de noivado em meu nome e o da minha esposa?

–Sim senhor. Já deve ter chegado ao palácio do rei há essa hora.

–É melhor irmos, Yoon Hee – ele disse oferecendo o braço para ela. Ela o encarou e aceitou. Caminharam lado a lado pelo palácio ate chegar ao carro, onde Mary já a esperava. Yoon Hee sorriu, animada, ao ver a sua amiga arrumada.

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