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Uma Noite Com Meu Chefe romance Capítulo 10

*TESSA*

As palavras cortantes de Declan, em vez de me derrubarem, serviram como combustível. Desejo quase infantil de provar que ele estava errado. Mal podia esperar para colocar aquele projeto perfeito em sua mesa: Toma essa, seu arrogante!

Claro, jamais diria isso em voz alta. Mas a fantasia era reconfortante.

Então, me entreguei de corpo e alma. Vivi à base de lanches e miojo. Levei trabalho para casa, noites viraram madrugadas de telas brilhantes e fórmulas. A exaustão pesava o tempo todo.

Na manhã de sexta-feira, Audrey apareceu à minha mesa, preocupada.

"Tessa, o Sr. Hudson veio te encher o saco de novo?"

Franzi a testa. "Não. Nem o vi hoje."

"Sério? Eu o cruzei há pouco, saindo daqui." Ela apontou para o corredor.

Deve ter vindo espiar só para me zoar, pensei. Na segunda, leva a surpresa.

"E se ele estivesse te observando? Nossa, acho que ele gosta de você!", ela cochichou, dramática.

"Gosta é de me ver falhar. Só está esperando a desculpa para me demitir."

O rosto de Audrey caiu. "Desculpa de novo, Tessa. Causei esse problema todo e nem posso te ajudar."

"Para com isso, já pediu desculpas demais", disse, comovida com sua culpa genuína. "Eu entendo, tá tudo bem."

"O que fiz para merecer uma amiga como você?", ela sussurrou. "Já tomou café?"

Balancei a cabeça.

"Então é por minha conta. Já volto com algo." E saiu em disparada.

Enquanto o mundo tinha seu sábado e domingo, meu mundo se resumia à tela do computador.

No domingo, eu era a única no escritório. Vim para cá para escapar das distrações de casa.

Por um momento, deixei a mente vagar: como seria a vida se fosse demitida amanhã? Procurar emprego de novo, gastar as economias… mas também, nunca mais teria que encarar Declan e a lembrança constante daquela noite. A ideia quase soava como um alívio.

De repente, passos firmes ecoaram no corredor silencioso.

Engoli em seco. Até onde sabia, eu estava sozinha no andar.

Tentei não entrar em pânico. São só os seguranças.

Será que ele já estava lá? Espiei pela porta de vidro. Lá estava, já sentado atrás da mesa imponente. Que horas ele chegou?

Bati.

"Entre."

Abri a porta. "Bom dia, senhor. Está tudo pronto." Coloquei a pasta grossa sobre a mesa.

Ele estendeu a mão, folheando as páginas com uma rapidez que parecia quase desdenhosa.

"A licitação começa às 9h. Não tenho tempo de verificar cada linha agora. Espero que não haja erros. O prestígio da empresa está em jogo."

Engoli em seco. Trabalho aqui há três anos. Sei o que estou fazendo.

"Compreendo. E garanto que não haverá problemas."

Ele se levantou, sua silhueta recortada contra a luz da janela. "Vou mandar imprimir as cópias. Enquanto isso…" Ele apontou para uma porta discreta à esquerda. "… use o banheiro através dessa porta. Tome um banho."

"Tomar um banho?!", exclamei, cruzando os braços instintivamente sobre o peito.

Que diabos esse homem está arquitetando agora?

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