*TESSA*
Trabalhar até tarde havia se tornado minha nova rotina. Mal tinha tempo para comer. Era exaustivo, mas só pensava em uma coisa: entregar tudo a tempo.
Naquela tarde, meu telefone vibrou. Sorri ao ver o nome: Edgar.
Tínhamos trocado algumas mensagens nos últimos dias — sempre breves, já que eu mal tinha tempo para respirar.
"Alô?"
"Desculpa incomodar a mulher mais ocupada da cidade, mas… estou na frente do seu trabalho."
Soltei um suspiro. "Edgar, você sabe como estou atolada. Não posso descer."
"Eu entendo. Não vou tomar seu tempo, prometo. Só pensei que você pode não estar se alimentando direito, com esse projeto, e trouxe algo."
"Ah, você não precisava…"
"É frango crocante e macarrão."
Engoli em seco e fechei os olhos. Era uma tentação impossível de recusar. E, para ser honesta, estava faminta.
Olhei para o relógio. "Tudo bem. Desço em cinco minutos."
"Você é um anjo da guarda, Edgar", disse ao encontrá-lo na entrada do prédio.
Ele sorriu e me entregou uma sacola térmica. "O que você comeu no café da manhã?"
"Nada."
Ele balançou a cabeça, reprovador. "Sei que o projeto é importante, mas se ficar doente, não vai concluir nada. A saúde vem primeiro."
"Sim, senhor", respondi, meio sem graça.
De repente, ele encurtou a distância entre nós e, com um gesto surpreendentemente terno, passou o polegar levemente sob meu olho.
Meus olhos se arregalaram.
"Está com olheiras. Não combinam com você."
Recuei um passo, involuntariamente. Sua mão caiu ao lado do corpo.
"Você deveria subir e comer", ele disse, suavemente.
Se subisse, provavelmente me distrairia com o trabalho assim que sentasse. Olhei em volta e avistei algumas cadeiras de jardim ao lado do prédio.
"Acho que vou comer ali", apontei.
"Posso me sentar com você?"
"Claro."
Assim que nos acomodamos, abri a embalagem. a elegância foi para o espaço. Devorei a refeição, que estava divina.
No meio, ofereci: "Quer um pouco?"
Ele riu. "Não, é todo seu."
Depois de terminar de comer, Edgar me acompanhou de volta à entrada.
"Obrigada de novo pelo almoço."
"Por nada." Seu sorriso era caloroso. "Tchau."
"Tchau." Entrei no prédio, uma pontinha de calor no rosto.
Me juntei a um pequeno grupo de pessoas esperando o elevador.
"Fazendo happy hour no horário de trabalho, é?"
A voz, cortante e familiar. Era Declan.
"Finalmente entendo o erro nos parâmetros. Em vez de focar no trabalho, algumas se distraem com… visitas." O deboche em sua voz era inconfundível .
Mesmo que Edgar e eu fôssemos apenas amigos, não devia satisfações a ele.
"Sr. Hudson, que eu saiba, não existe uma política que proíba receber visitas. E insinuar que 'as mulheres' se distraem só porque me viu com alguém é, no mínimo, preconceituoso."
Ele soltou uma risada curta e seca. "Mal posso esperar para ver você desperdiçar a próxima semana. Não há como completar esse projeto sozinha."
Fixei-o com um olhar firme. Seria difícil demais dizer ao menos uma palavra profissional?
Ele era insuportavelmente rude. Sem dizer mais nada, virei-me e dirigi-me às escadas.
Preferia mil vezes subir de escada e ficar com as pernas doloridas do que dividir um elevador com aquele cretino.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Uma Noite Com Meu Chefe
Team Declan...
Posta maaaaaais...