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Uma Noite Com Meu Chefe romance Capítulo 8

*TESSA*

"Você está aqui sozinha?", perguntou Ethan.

"Não, estou com um amigo."

Naquele momento, Edgar estacionou à minha frente.

"Namorado?", insinuou Ethan, assim que Edgar saiu do carro.

"Não… um amigo", respondi, mas seu sorriso dúbio permaneceu.

"Boa noite, senhor", cumprimentei Declan, que me ignorou completamente e seguiu com seu cliente.

Nem um aceno sequer?

"Edgar, este é o Ethan Bascon, meu colega de trabalho", apresentei.

"Prazer", disse Edgar, enquanto os dois apertavam as mãos.

Ele então abriu a porta do passageiro para mim. "Vamos?"

Sorri e entrei. Quando o carro passou por Declan e seu cliente, nossos olhares se cruzaram por uma fração de segundo. Desviei o olhar imediatamente.

Engoli em seco. Por que diabos fiquei nervosa?

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Na segunda-feira de manhã, o clima no escritório estava pesado, quase sufocante. Ethan, em particular, parecia à beira de um ataque.

"Bom dia", tentei.

"Não tem nada de bom nessa manhã", ele rosnou, passando por mim.

"O que aconteceu?"

"O financeiro cometeu um erro absurdo no projeto principal!"

"Sério?", perguntei, um frio súbito no estômago.

No mês passado, tinha me matado de trabalhar naquele plano. Eu era a principal responsável. Tinha verificado tudo mil vezes. O que podia ter dado errado?

"Não sei os detalhes. Vamos ver agora", disse Ethan, nervoso, enquanto marchávamos em direção ao escritório do CEO.

A ansiedade de Ethan era contagiante. Ele bateu na porta com a mão trêmula.

"Entre." A voz de Declan, grave e gelada, não era um convite, era uma ordem.

Ethan franziu a testa. "Tessa, toda a equipe está sobrecarregada. Não posso designar ninguém para te ajudar."

"Eu entendo. Mas eu consigo. Sozinha." Insisti. Não podia deixar a Audrey ser demitida. O que estava propondo era uma loucura, mas era a única saída.

Declan soltou uma risada seca, sem humor. "Em seis dias? Você é uma máquina?"

"Nunca disse que era."

O silêncio que se seguiu foi opressivo. Ele apenas me encarou, estudando-me. Baixei a cabeça por um instante, desejando sumir dali.

"Muito bem", ele disse por fim, a voz perigosamente calma. "Se não estiver tudo recalculado, revisado e perfeito na minha mesa até segunda-feira ao meio-dia… considere-se demitida."

Estendi a mão, tentando disfarçar o tremor, e peguei a pasta espessa com o orçamento.

Provavelmente eu não duraria muitos meses aqui de qualquer jeito.

Espero que a Audrey não perca o emprego dela.

Se eu não conseguir… serei demitida.

Era inevitável, afinal. Desde o dia em que aquele homem de uma noite virou meu chefe, meu destino foi selado.

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