Ao ouvir as palavras de Amélia, a decepção de Vitória era visível.
Mas, no segundo seguinte, ela recuperou o ânimo.
— A culpa é minha por ser tão apressada. — disse Vitória. — Você está em um momento de cura, eu não deveria ter dito nada para te pressionar. Sinto muito.
Vitória sentiu que tinha errado.
Que tinha sido impaciente demais.
Amélia tinha acabado de sair de um casamento, seu filho não estava com ela.
Era um momento de profunda dor emocional.
Como ela poderia abrir seu coração para um novo relacionamento?
Vitória estava se desculpando, e Amélia respondeu rapidamente.
— Sra. Vieira, a senhora não tem que se desculpar. A senhora não fez nada de errado.
— Amélia, não se sinta pressionada. Na verdade, as coisas estão bem como estão. Aqui na família Vieira, podemos ao menos te oferecer alguma proteção. Faça o que te deixar mais à vontade, está tudo bem.
— Obrigada.
Convivendo com a família Vieira, Amélia finalmente entendeu o que era ser respeitada.
Seus sentimentos eram sempre levados em consideração.
No passado, quem jamais havia respeitado suas emoções?
Ela não passava de uma ferramenta.
Vitória mostrou as pílulas que Amélia lhe dera.
— Eu é que tenho que te agradecer, por fazer essas pílulas maravilhosas para mim. Quando minha pele estiver lisinha como um ovo cozido, vou me exibir para todas as minhas amigas e matá-las de inveja. O efeito vai ser mesmo de pele de ovo cozido?
Vitória falava com entusiasmo.
Amélia assentiu, e a alegria de Vitória transbordou em seu rosto, cheio de expectativa.
Ver a felicidade de Vitória deixou Amélia feliz também.
Ser necessária e reconhecida era um sentimento maravilhoso.
Nesse momento, o celular de Amélia tocou.
Amélia olhou para a tela.
Era Cláudia.
Ela desligou a chamada sem hesitar.
Cláudia já havia ligado várias vezes.
Amélia recusou todas as chamadas.
Não tinha nada a dizer para ela.
Mas a mulher não desistia.
Amélia falou com uma leveza displicente, como se não fosse nada demais.
Mas uma mulher grávida cuidando de uma pessoa paralisada?
Como isso poderia ser fácil?
Vitória olhou para Amélia com tristeza.
— Jogou pérolas aos porcos. Sua ex-sogra ainda vai se arrepender amargamente.
Cláudia se arrepender? Amélia achava que não, pelo menos não por agora.
— Fique tranquila, quem te maltratou não terá um bom fim!
Vitória sorria, mas em sua mente, já traçava um plano.
Ex-sogra, é? Ela encontraria uma oportunidade para lhe dar uma boa lição.
Uma lição sobre como tratar uma nora tão boa quanto Amélia.
...
No caminho para o asilo.
Antes, ela pensava em se divorciar de Sérgio, levar o filho e ir embora do país.
Não poderia mais visitar o asilo e cuidar dos idosos.
Mas, já que não ia mais embora, continuaria a cuidar dos avôs e avós do asilo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....