— Hum.
Amélia apenas assentiu com a cabeça.
Não disse nada.
Sua expressão nem sequer mudou.
Ela não se importava nem um pouco por ter acabado de perder dez milhões.
— Sabendo que você perdeu dez milhões, você não fica nem um pouco surpresa?
— Mesmo que fossem dez milhões, não era um dinheiro que eu devesse pegar. Por que eu ficaria surpresa?
Ignácio, inconformado, insistiu:
— Você acha que estou mentindo? Acha que ele é só um velho qualquer e que não poderia ter dez milhões no cartão? É por isso que você está tão calma?
— Se fosse antigamente, eu acharia que você estava brincando comigo. Mas agora eu sei que seu avô é o presidente do Grupo Martins. Então, o fato de o amigo do vovô Paulo ter dez milhões não é nada surpreendente.
Ignácio franziu a testa.
Aquela mulher não era tola.
Então, qual era a dela? Se aproximar daqueles velhos de propósito?
— Você adivinhou que aquele velho não era um velho comum. Quando ele te ofereceu o dinheiro, você recusou na hora. Está tentando jogar isca para pescar um peixe maior?
Diante da acusação de Ignácio, Amélia não demonstrou descontentamento.
Ela manteve a compostura.
— Não tenho interesse em pescaria. Você está imaginando coisas.
— Você trata aquele bando de velhos e velhas tão bem. Nunca pensou em tirar alguma vantagem deles?
— Você é o único herdeiro da família Martins e não quer herdar os negócios da sua família. Por que acha que eu quero tirar vantagem deles?
Ignácio ficou sem resposta.
Ele não queria voltar para casa e herdar a fortuna.
Ele queria liberdade.
Mas ela era diferente dele.
Ela não deveria querer mais dinheiro?
O ponto principal era que, mesmo ele sendo tão direto, ela permanecia imperturbável.
Não havia o pânico de quem tem uma mentira exposta.
Nem a raiva de quem é caluniado.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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