Daniel hesitou. Na ânsia de se gabar para recuperar sua popularidade, não pensou que eles realmente pediriam para ele trazer Juvêncio.
As crianças continuaram a pressionar.
— Por que não responde? Você estava mentindo?
— Juvêncio não é alguém que se pode contratar com dinheiro.
Embora fossem filhos de famílias ricas, sabiam que Juvêncio era avesso à badalação e, fora das competições, não participava de outros eventos.
— Qual o problema? Meu aniversário é daqui a alguns dias. Minha tia disse que vai organizar uma festa grandiosa para mim. Vou pedir a ela para convidar Juvêncio.
As palavras de Daniel eletrizaram a turma.
— Daniel, Juvêncio vai à sua festa de aniversário? Que legal! Podemos ir?
— Eu também quero ir, eu também!
Vendo a empolgação dos colegas, Daniel disse com arrogância:
— Embora o local da festa seja grande o suficiente para todos vocês, eu não convido qualquer um.
As crianças ficaram ainda mais animadas, levantando as mãos.
— Me convida! Me convida! Somos bons amigos!
— Daniel, você é meu melhor amigo!
Sentindo-se novamente o centro do universo, Daniel ficou extremamente satisfeito.
Seu olhar para Lucas e Tânia era puro desafio.
Lucas sentia um desprezo profundo por Daniel. Dizer que sua tia lhe daria uma festa? Aquela mulher não passava de uma amante, e ele vivia bajulando-a.
— Certo, todos vocês podem vir. A turma inteira está convidada, exceto Lucas e Tânia.
— Por que não os convida?
Daniel disse, triunfante:
— Porque eles não pediram!
Nesse momento, uma criança se virou para Lucas e Tânia.
— Lucas, Tânia, peçam para ir também! Vocês não querem ver o Juvêncio o mais rápido possível?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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