Vitória explodiu de raiva!
— Que tipo de criança é essa? Como pode ser tão cruel desde pequeno? Eu não vou perdoá-lo, vou acertar as contas com ele.
Vitória, furiosa, estava prestes a ir atrás de Daniel, mas Lucas a segurou.
— Vovó, não precisa ir. A Amélia já vingou a maninha. Ela pegou uma agulha comprida como aquela e espetou o Daniel. Ele ficou sem poder falar.
— O... o que você disse? Ela espetou o Daniel com uma agulha e ele não conseguiu mais falar?
— Sim. Nós vimos com nossos próprios olhos. Depois que a Amélia o espetou, o Daniel ficou mudo.
Naquele momento, Vitória estava em choque.
Não apenas porque Amélia tinha usado uma agulha em Daniel, deixando-o mudo, mas porque Daniel era o filho de Amélia.
Ela teve coragem de espetar o próprio filho para que ele não falasse.
— A Amélia disse que se a boca só serve para dizer coisas cruéis, é melhor que não diga nada.
Uma onda de choque percorreu o coração de Vitória.
O olhar de Afonso tornou-se ainda mais profundo.
— Depois, o Daniel disse que queria se desculpar com a maninha. A Amélia espetou ele de novo, e ele voltou a falar. A Amélia explicou para todo mundo que a mana não fala, mas não é porque ela não tem língua. Existem muitas razões para alguém não falar. As crianças ficaram pasmas. Elas viram a Amélia fazer mágica, fazendo o Daniel falar e ficar mudo num instante.
— Todos ficaram admirados com ela. E todas as crianças aceitaram a maninha, não se importam mais que ela não fale. Vocês não viram como ela ficou feliz.
Vitória sentiu um aperto no coração.
Sua neta não gostava de ir para a creche justamente por medo dos olhares diferentes, do riso dos outros.
Mas Amélia... Amélia conseguiu fazer com que as outras crianças a aceitassem, que não a vissem mais como uma aberração.
Talvez aquelas duas crianças confiassem tanto nela porque ela lhes dava uma imensa sensação de segurança.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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