Sérgio conhecia a origem de Amélia.
Seu pai viciado em jogo, sua família que a explorava.
Se ela tivesse ganhado aquele prêmio, sua vida poderia ter tomado outro rumo.
Ela poderia ter mudado seu destino.
De repente, sua mente foi invadida pela imagem de Amélia, desolada por ter perdido o prêmio.
— Sérgio, você e Amélia já se divorciaram. Por que você ainda pensa tanto nela?
Nádia questionou Sérgio, mas ele parecia não ouvi-la.
— Nádia, você não deveria ter roubado o que era de outra pessoa.
Nádia explodiu de raiva:
— Como assim, eu roubei? Foi ela quem roubou o que era meu! Foi ela quem tirou você de mim!
— Nádia, há muitas coisas que eu não digo, mas não significa que eu não saiba. Quando você escolheu se casar com meu irmão mais velho, você se tornou minha cunhada. Como você ainda pode dizer algo assim?
Nádia ficou sem palavras.
Uma forte sensação de crise a dominou.
Por que Sérgio a estava tratando assim?
Sérgio continuou:
— Eu nunca fui seu. Mas aquela honra era dela. Se você realmente roubou o que pertencia a Amélia, eu não vou deixar por isso mesmo. Você terá, no mínimo, que pedir desculpas publicamente a ela.
— Sérgio, o que você está dizendo? Você quer que eu peça desculpas a ela?
Nádia estava histérica.
Daniel se aproximou.
— Papai, como você pode falar assim com a tia? Você não me ensinou a respeitá-la? Você também não mandou a mamãe respeitá-la? Por que está falando assim com ela agora e ainda querendo que ela peça desculpas para a mamãe?
As palavras de Daniel foram como uma faca no coração de Sérgio.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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