Sérgio ficou ainda mais furioso. Os filhos dos outros ajudavam, lutavam pelos pais. Já o seu, aquele imprestável, não só não o ajudava, como só o atrapalhava.
Agora era a vez de Sérgio entrar em colapso emocional.
— Amélia, você vai mesmo proteger esse pirralho? Não vê o quanto estou sofrendo? Eu preparei tudo com tanto cuidado, e esse moleque estragou tudo. A criatura mais detestável do mundo é uma criança mimada.
Lucas retrucou:
— Não. A criatura mais detestável do mundo não é uma criança mimada. É uma criança que calunia a própria mãe por causa da amante do pai.
Sérgio engasgou. Estava quase morrendo de raiva. Ele não podia jogar o garoto no mar, Amélia não deixaria. Mas ele podia se jogar no mar, não podia?
Com sua barra de vida zerada, Sérgio disse, sem esperança:
— Amélia, não precisa protegê-lo. Não vou jogá-lo no mar. Eu mesmo vou entrar.
Amélia congelou. Ele queria pular no mar?
Lucas incentivou:
— Vai fundo. O mar não tem tampa mesmo.
Sérgio ficou sem palavras. Ser derrotado por uma criança.
Nesse momento, Tânia também chegou. Ela se aproximou de Amélia, feliz, e gesticulou em libras.
[Amélia, vamos para casa?]
Sérgio não entendia a língua de sinais, mas ver Amélia sorrindo para a garotinha o incomodou.
— Um garoto hiperativo e uma mudinha. É isso que você quer? Virar madrasta deles?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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