— Então, obrigada pelo incômodo.
— Não é incômodo nenhum. Vou pedir ao motorista para ir à casa dos Barros agora mesmo.
Do outro lado da linha, Daniel ouviu a conversa e ficou pasmo.
— Mamãe, deixa pra lá! — disse ele, apressado. — Você sabe que eu não gosto de incomodar ninguém. Esquece. Tem a empregada aqui em casa, não estou com medo. E o papai já deve estar voltando. Não precisa se preocupar.
— Tem certeza que está tudo bem?
Lucas interveio do lado de lá:
— Daniel, não precisa ter vergonha. Se você está com medo do escuro e quer a mamãe, é só deixar nosso motorista te buscar. Nossa casa tem espaço de sobra para você.
Daniel respondeu, ríspido:
— Não preciso. Mamãe, amanhã tenho que ir para a creche, vou tomar banho e dormir. Tchau, mamãe.
Ele desligou na cara dela, rangendo os dentes de raiva.
Seu plano de se fazer de coitado tinha sido arruinado por Lucas e sua turma.
Como ele conseguiria falar com a mãe agora e convencê-la a ir à reunião de pais?
Ele tinha feito uma aposta com Lucas. Perder seria uma humilhação.
Com a chamada encerrada, Amélia sentiu um aperto no peito.
— Amélia, o garoto ficou com vergonha? Quer que eu vá com você buscá-lo?
— Deixa pra lá. Se ele não quer vir, tudo bem.
Nesse momento, Lucas disse, um pouco sem graça:
— Amélia, preciso te contar uma coisa.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
Por favor, atualizem o livro....