O que acabara de acontecer deixou Daniel apavorado.
Ele assentiu mecanicamente com a cabeça.
Nádia abraçou Daniel:
— Olha como você ficou assustado. De agora em diante, aconteça o que acontecer, mantenha a calma. Nada de pânico. E na rua, segure sempre a mão da tia para não sofrer acidentes, entendeu?
Nádia segurou a mão de Daniel.
A palma dele suava frio.
Nádia estava tão calma, sem nenhum traço de culpa.
Daniel começou a duvidar.
Será que a tia não o empurrou?
Será que ele se assustou e correu para a rua sozinho?
Nádia consolou com doçura:
— Daniel, não tenha medo. Com a mamãe aqui, nada vai acontecer.
Mamãe?
Ela não era sua mãe.
Mas, desta vez, Daniel não ousou dizer nada.
...
— Você vai mesmo deixar o caso daquela velha da família Barros para a polícia? Ela não vai ficar presa muitos dias.
Afonso insistia, não querendo largar o osso tão fácil.
Amélia disse calmamente:
— Para alguém como a Cláudia, um dia presa já é o suficiente para fazê-la desejar a morte.
Afonso suspirou:
— Você é perfeita, só tem o coração muito mole.
Amélia arqueou a sobrancelha:
— Hoje em dia, dizer que alguém tem coração mole não é elogio.
— Faz sentido. Até porque eu não estava te elogiando.
Amélia ficou sem palavras.
Esse homem precisava ser tão sincero?
O celular de Amélia tocou.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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