— Assim eles só vão te humilhar mais. Ainda bem que você cresceu, minha filha! A mamãe está tão feliz. Você finalmente abriu os olhos, sua mente evoluiu para outro patamar!
Célia enchia Amélia de elogios, mas a filha respondeu com uma frieza cortante:
— A doença de Cláudia não tem cura. Mesmo que eu interviesse, seria inútil.
Célia travou.
Ela estava crente que a filha tinha agido por vingança, por "evolução mental".
Mas agora descobria que foi apenas uma questão técnica?
Então ela não agiu só porque não tinha jeito?
Célia, visivelmente desconcertada, questionou:
— Amélia, o que você quer dizer? Se aquela velha tivesse salvação, você... você teria salvado a vida dela?
Amélia respondeu, a voz límpida e distante:
— Aos olhos de um médico, não existe distinção entre gente boa e gente ruim. Julgar o caráter é trabalho para juízes, não para médicos.
Célia quase teve um treco.
A filha continuava com aquela cabeça dura de sempre. Todos os elogios de agora pouco foram jogados no lixo.
— Então foi só porque não tinha esperança... Eu achando que você tinha tomado jeito. Mas, olha, ainda bem que a doença da Cláudia não tem cura! É o castigo dela.
Vitória interveio, olhando para Célia:
— Eu já imaginava. Conhecendo o caráter da Amélia, ela teria salvado se pudesse. Se ela não agiu, é porque o caso era irreversível.
Amélia permaneceu em silêncio.
O peso em seu peito não era culpa, mas a impotência inerente à medicina.
A frustração de não poder arrancar a morte das mãos do destino, não importava quem fosse o paciente.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
Por favor, atualizem o livro....