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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 348

— Assim eles só vão te humilhar mais. Ainda bem que você cresceu, minha filha! A mamãe está tão feliz. Você finalmente abriu os olhos, sua mente evoluiu para outro patamar!

Célia enchia Amélia de elogios, mas a filha respondeu com uma frieza cortante:

— A doença de Cláudia não tem cura. Mesmo que eu interviesse, seria inútil.

Célia travou.

Ela estava crente que a filha tinha agido por vingança, por "evolução mental".

Mas agora descobria que foi apenas uma questão técnica?

Então ela não agiu só porque não tinha jeito?

Célia, visivelmente desconcertada, questionou:

— Amélia, o que você quer dizer? Se aquela velha tivesse salvação, você... você teria salvado a vida dela?

Amélia respondeu, a voz límpida e distante:

— Aos olhos de um médico, não existe distinção entre gente boa e gente ruim. Julgar o caráter é trabalho para juízes, não para médicos.

Célia quase teve um treco.

A filha continuava com aquela cabeça dura de sempre. Todos os elogios de agora pouco foram jogados no lixo.

— Então foi só porque não tinha esperança... Eu achando que você tinha tomado jeito. Mas, olha, ainda bem que a doença da Cláudia não tem cura! É o castigo dela.

Vitória interveio, olhando para Célia:

— Eu já imaginava. Conhecendo o caráter da Amélia, ela teria salvado se pudesse. Se ela não agiu, é porque o caso era irreversível.

Amélia permaneceu em silêncio.

O peso em seu peito não era culpa, mas a impotência inerente à medicina.

A frustração de não poder arrancar a morte das mãos do destino, não importava quem fosse o paciente.

Vitória, com um sorriso vingativo, comentou:

— Amélia, se sua mãe não tivesse ido lá hoje, a gente não teria visto a família Barros receber o troco na mesma moeda. Serem chutados da própria árvore genealógica e a Cláudia ter um derrame... sinceramente? Foi pouco.

Vitória sentia a alma lavada.

...

No hospital, porta da emergência.

Sérgio andava de um lado para o outro, o desespero estampado no rosto.

Ele negociava com Deus: se a mãe ficasse bem, ele poderia perdoar Amélia. Mas se algo acontecesse... ele jamais perdoaria.

Nádia, encostada na parede, destilava seu veneno:

— Já faz muito tempo. Será que ela aguenta? A culpa é toda da Amélia. Ela se recusou a ajudar. Sérgio, prepare-se para o pior.

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