Não satisfeito, Daniel pisou nas roupas com força, esfregando a sola do sapato no tecido.
— Quem quer vestir seus trapos?!
Ele marchou em direção à porta.
— Daniel, pare agora! — A voz de Amélia ecoou, autoritária.
O menino estancou.
Virou-se, um sorriso de triunfo nos lábios.
— Mamãe, se arrependeu?
Ela só precisava que ele ficasse bravo para ceder.
Que mulher difícil!
Mas o rosto de Amélia estava contorcido de indignação.
— Daniel, o Lucas teve a bondade de te emprestar roupas e você age assim? Peça desculpas ao Lucas agora!
O sorriso de Daniel murchou.
Não era sobre a avó.
Era sobre defender aquele garoto.
Sua mãe escolhera o lado deles.
— Eu não preciso da bondade falsa dele! — gritou Daniel. — Ele só trouxe isso para rir de mim!
Lucas respirou fundo, tentando controlar a vontade de voar no pescoço do moleque.
— Se não fosse minha irmã pedindo, eu jamais emprestaria nada para você.
— Viu? Tudo teatro! — Daniel cuspiu as palavras.
— Cale a boca, Daniel! — Amélia estava furiosa. — Peça desculpas!
— Não peço!
— Você invade a casa alheia, tenta jogar uma pessoa deficiente na água, joga no chão a roupa que te ofereceram... Onde foi parar sua educação?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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