Nádia serviu um copo d'água e colocou a pílula na boca torta de Cláudia.
Cláudia engoliu com dificuldade, sem fé alguma.
Sabia que Nádia era uma cobra.
Aquela dedicação toda era teatro para Sérgio ver.
Mas não tinha forças para cuspir.
Nádia observava com olhos de predador.
— E então, mãe? Sente alguma coisa?
Minutos se passaram.
De repente, Cláudia sentiu o formigamento no rosto diminuir.
A saliva parou de escorrer descontroladamente.
Ela tentou mover a mandíbula e percebeu que a rigidez havia cedido.
— Eu... eu acho... que estou melhor.
A voz ainda falhava, mas não parecia mais um disco riscado.
Sérgio arregalou os olhos.
— Meu Deus! É um milagre! Mãe, você falou quase normalmente!
Cláudia estava em choque.
Era real.
Pela primeira vez, Nádia trouxera algo que prestava.
— Nádia... obrigada... — Cláudia chorou de alívio. — Estou sentindo meu rosto de novo.
— Ah, mãe! Que alívio! — Nádia fingiu enxugar uma lágrima. — Esse remédio custou uma fortuna, tive que importar, mas ver você bem não tem preço!
Cláudia segurou a mão de Sérgio com a força que recuperara.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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