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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 367

A menção à Equipe Engenho Divino fez o coração de Daniel apertar novamente; ele tinha quase esquecido aquela rejeição.

— Ela sabia que o próprio filho queria entrar na equipe, mas deu a vaga para outras crianças — continuou Nádia, destilando veneno.

— Você sabe por que seu pai não quer voltar com ela? Não é porque ele não quer. É porque ela já está em outra.

— Ela quer o Afonso. O Grupo Vieira é muito mais rico que o Grupo Barros agora. Sua mãe é interesseira, subiu num galho mais alto e não vai descer.

Daniel lembrava da visita à mansão Vieira. A opulência era inegável, diferente da sua casa.

Nádia viu a dúvida nos olhos do menino e soube que o tinha na mão.

Ela tirou do bolso a caixa de remédios que Daniel lhe dera.

— Toma. Pode ficar com isso de volta.

Daniel pegou a caixa, confuso:

— Mas... esse é o remédio que a mamãe deu pra vovó. Por que tá me devolvendo? A vovó não melhorou por causa dele?

Nádia soltou uma risada de escárnio:

— Quem te disse essa bobagem? Sua avó melhorou por causa dos remédios importados que o médico receitou.

— Eu mandei analisar isso aí. Não é veneno, mas é só um calmantezinho barato. Sua mãe te enganou para você não ficar com raiva dela.

Daniel sentiu uma dor aguda no peito. Nádia continuou, implacável:

— Você não sente nada sabendo que ela abandonou sua avó? Aquela senhora que sempre te mimou?

— Ela ficou numa cadeira de rodas, Daniel! As mãos e pés dela não obedecem mais. Você não ouve os gritos dela de dor à noite?

Daniel assentiu, tremendo. Ele ouvia os lamentos da avó todas as noites.

— Tudo culpa da sua mãe. O médico disse: se tivesse sido socorrida na hora, não teria sequelas tão graves.

— Ela condenou sua avó a uma vida numa cadeira de rodas. Como sua mãe pôde ser tão cruel?

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