Cláudia viu o desespero nos olhos de Nádia.
Se o casamento não acontecesse, o prejuízo financeiro seria o menor dos seus problemas.
Ela perderia o acesso à fortuna dos Sousas.
Agarrando o braço de Nádia com força, ela sussurrou, urgente:
— Nádia, escute! Depois de hoje, você será a Sra. Barros oficial. Se você desistir agora, sabe quem vai rir por último? A Amélia. Você quer dar esse gosto para aquela mulher?
O nome de Amélia agiu como um sedativo instantâneo.
Nádia respirou fundo.
Jamais.
Ela seria a esposa legítima, nem que tivesse que casar no meio de um lixão.
Cláudia fez um sinal frenético para o mestre de cerimônias.
O homem, atordoado com a gritaria e as crianças correndo, tentou retomar o controle.
— Senhoras e senhores... distintos convidados... e demais presentes... Estamos aqui para celebrar o amor...
A voz no microfone fez o barulho diminuir um pouco.
Cláudia ergueu o queixo.
Contanto que assinassem os papéis, ela venceria.
Nádia se recompôs e pegou a mão de Sérgio.
— Por você, meu amor... eu aguento qualquer humilhação.
Sérgio puxou a mão de volta, como se tivesse tocado em brasa.
— Não precisa se fazer de vítima. Ninguém está te obrigando.
A frieza dele foi um balde de água gelada.
Nádia cerrou os dentes.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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