Sérgio olhou para as mãos entrelaçadas de Amélia e Afonso.
Sentiu como se tivessem enfiado um ferro em brasa em seu peito.
Ele avançou para puxar Amélia, mas Nádia, percebendo o movimento, agarrou o braço dele com unhas e dentes.
Ela tinha ouvido.
Ela ouviu Sérgio oferecer fugir com Amélia.
Ele a tratava como um estepe!
Sorte que os convidados não ouviram, ou ela morreria ali mesmo.
Apertando o braço dele até machucar, Nádia sibilou:
— Você é cego? Amélia está aqui de braços dados com o Afonso Vieira e flertando com o herdeiro dos Martins! Ela veio esfregar na sua cara que está melhor sem você! Vai se humilhar mais?
As palavras atingiram Sérgio como socos.
Era verdade.
Ela escolheu o aleijado.
Mas vê-la ali, vestida de branco... a lógica sumia.
— Amélia... — Sérgio ignorou Nádia. — Estou esperando sua resposta.
Nádia sentiu as pernas fraquejarem.
Amélia, vendo a rival quase espumando, decidiu encerrar a brincadeira.
Não queria aquele homem nem pintado de ouro.
— Nós viemos como convidados civilizados — disse Amélia, a voz doce e letal. — Desejamos felicidades. Que vivam juntos até que a morte os separe... e tenham muitos filhos iguaizinhos a vocês.
A benção soou como uma maldição.
Sérgio sentiu o resto de sua esperança virar pó.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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