Nádia, desequilibrada pelo empurrão, gritou de volta:
— Amélia, foi você! Você ensinou essa criança a jogar o anel fora! Você não aceita meu casamento com o Sérgio! Mas eu te aviso: pode tentar de tudo, não vai adiantar. Mesmo sem anel, eu serei a esposa de Sérgio Barros!
Ignácio, com as mãos nos bolsos e um sorriso perigoso, interveio:
— Bater no filho do noivo na frente de todo mundo... tem certeza que ele ainda vai te querer como esposa?
Nádia congelou. A raiva a tinha cegado.
Ela se virou rapidamente para Sérgio, com lágrimas de crocodilo:
— Sérgio, me perdoe. Eu perdi o controle. Aquele anel significava tudo para mim... e com a polícia chegando... eu estou desesperada. Colocar aquele anel me daria coragem para enfrentar o que vem por aí. Agora me sinto nua, sem nada.
Amélia soltou uma risada fria. Nádia merecia um Oscar de melhor atriz dramática.
Amélia encarou Sérgio:
— Ela bate no seu filho na frente de centenas de pessoas e você não diz nada? Nem um pio?
Sérgio franziu a testa, a voz grave:
— Daniel errou. Ele não devia ter jogado o anel.
— Ótimo. Bela educação a sua. Mas já que vocês usam violência física contra ele, eu tenho todo o direito de exigir a guarda. — Amélia virou-se para os policiais que aguardavam. — Vocês viram. Agressão a menor. Quero a guarda do meu filho de volta. Vocês são minhas testemunhas.
Cláudia, a avó, berrou:
— Nem sonhe! Você não leva meu neto!
Afonso olhou para o relógio de pulso, impaciente.
— Já se passaram quinze minutos. — Disse ele aos policiais. — Vão esperar acharem o anel e cortarem o bolo para cumprir o mandado?
O oficial tomou a frente, sério:
— Srta. Nádia, o anel não vai aparecer tão cedo. Não temos tempo a perder. Acompanhe-nos à delegacia, agora.
Nádia tentou recuar, mas não havia saída.

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