O mecânico correu os olhos pela sala e apontou o dedo sujo diretamente para Nádia.
— Foi ela.
Nádia desviou o olhar, o coração batendo na garganta.
Afonso perguntou:
— Essa mulher esteve na sua oficina há um ano com uma Ferrari vermelha?
— Sim, senhor. Nunca vou esquecer. Minha oficina fica num buraco no subúrbio, a gente só mexe em carro popular caindo aos pedaços. De repente, chega essa dondoca com uma Ferrari. E o mais estranho: ela não queria conserto. Ela me pagou uma nota preta só para eu levantar o carro e explicar detalhadamente onde ficava o cabo do freio e como cortá-lo de um jeito que parecesse desgaste natural.
O silêncio na sala era ensurdecedor.
Nádia tentou rir, um som nervoso e agudo:
— Ah! Lembrei! Eu estava dirigindo e ouvi um barulho estranho. Parei na primeira oficina que vi. E sobre os freios... eu sou muito precavida! Com tanto acidente por aí, eu queria entender como funcionava para minha própria segurança! É crime querer aprender mecânica agora?
Era uma desculpa patética, mas era tudo o que ela tinha.
O delegado cruzou os braços:
— Primeiro pesquisa como sabotar freios na internet, depois paga um mecânico para ensinar como fazer ao vivo... e no dia seguinte o irmão quase morre por falha nos freios? Acha que somos idiotas?
— Coincidência! — Gritou Nádia. — Tudo circunstancial! Não tem prova que eu toquei no carro do Wilson!
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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