— Sra. Sousa — continuou Naiara, ignorando os gritos de Nádia — Eu fiquei com medo. Não sabia o que fazer. Mas a Srta. Nádia sabia que eu tinha visto. Ela me procurou. Me ofereceu um milhão de reais para eu ir embora do país e nunca mais voltar.
Nádia estava pálida como um cadáver.
— Eu nunca te dei dinheiro nenhum!
— Não deu mesmo! — Naiara explodiu em fúria. — A senhora disse que ia me mandar para o exterior num barco clandestino para não deixar rastro. Eu e meu marido entramos naquele barco. Mas o barco foi sabotado! Ele afundou no meio do mar! Meu marido morreu afogado! Eu só sobrevivi porque me agarrei num destroço e fui resgatada por pescadores dias depois!
Um silêncio mortal tomou conta da sala.
Amélia sentiu um calafrio. Nádia não era apenas mimada. Era uma psicopata. Tentou matar o irmão e matou o marido da empregada para encobrir o rastro.
Karina olhou para a filha. O amor em seus olhos se transformou em horror puro.
— Você... você matou o marido da Naiara? Você tentou matar seu irmão?
— Mãe, não! É tudo invenção!
Karina soltou um grito gutural de dor e avançou sobre a filha. O estalo do tapa ecoou como um tiro na delegacia.
— Sua desgraçada! Monstro! Como você pôde? Ele é seu irmão!
Nádia caiu no chão, segurando o rosto.
— Pai! Me ajuda!


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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