Vitória estava eufórica:
— Quem mandou aquele presente de cobre? Em vez de ouro, mandaram sucata! A cara da Cláudia parecia que tinha chupado limão azedo. Indireta maravilhosa! E as coroas de flores? Mandar coroa de velório para um casamento? Isso é arte!
Amélia riu, contagiada.
— A vovó achou que fui eu que troquei os presentes, mas meu pai disse que não precisava, que o show já estava garantido.
Lucas ria com a mãozinha na boca, divertindo-se horrores.
Amélia olhou para Afonso.
Ele sabia de tudo. Ele planejou cada detalhe humilhante.
Vitória continuou, gesticulando muito:
— E tem mais! Os parentes da roça dos Barros? Nenhum apareceu! Quem desceu do ônibus foram as fofoqueiras do bairro vizinho! Umas velhas sem filtro nenhum! Quando a Nádia foi levada algemada, as velhas começaram a encher a bolsa com os doces da festa! A Cláudia quase teve um infarto ali mesmo!
Amélia estava intrigada.
Como as fofoqueiras entraram no ônibus da família?
Lucas puxou a manga de Amélia, sussurrando como um conspirador:
— Amélia, quer saber o segredo? Meu pai mandou espalhar no bairro que aquele ônibus levaria para um banquete com comida e bebida de graça. Aquelas senhoras são guerreiras de buffet livre! Elas atropelaram os parentes reais para garantir um lugar!


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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