Daniel, com seu ego inflado, jamais admitiria parecer com Lucas ou Tânia.
Mas precisava manter a máscara.
Tinha que conquistar os anciãos da família Vieira.
Sorriu com falsa modéstia:
— Parecidos? Bem, somos melhores amigos, deve ser isso.
Ao ouvir aquilo, Lucas cuspiu a sopa quente longe.
Virou-se para Daniel, incrédulo.
O que esse garoto estava falando?
Melhores amigos?
Daniel detestava ele e a irmã. Isso era óbvio no jardim de infância, onde competiam diariamente.
Vendo o engasgo de Lucas, Daniel assumiu o papel de preocupado:
— Você está bem? A sopa estava muito quente? Não devemos ingerir alimentos em alta temperatura. Isso prejudica o esôfago. A temperatura ideal para o consumo é de sessenta graus.
Falava com a postura de um pequeno lorde, um herdeiro treinado.
— O pequeno entende das coisas. É culto e educado — elogiou a Velha Senhora, virando-se para o bisneto. — Visto que são amigos, Lucas, você deveria aprender com ele.
Lucas forçou um sorriso amarelo:
— Claro, bisavó. Vou aprender com ele.
Aprender o quê? A ter pouco talento e muita arrogância?
Amélia interveio, suavemente:
— O Lucas tem qualidades que o Daniel não tem. Daniel também deve aprender com o Lucas.
Inicialmente, Daniel se sentiu vitorioso com o elogio da matriarca.
Lucas roubara sua vaga na Equipe Engenho Divino.
Humilhava-o nas atividades escolares.
Ter uma figura tão poderosa mandando Lucas aprender com ele era uma vingança doce.
Mas aí, sua própria mãe mandou ele aprender com o rival.
Por quê?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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