Cláudia falava enquanto se virava para Nádia.
— Nádia, aquela caipira se foi. Agora ninguém mais vai te incomodar.
Sérgio explodiu de raiva.
— Mãe, você tem noção do que fez? Com a Amélia fora, e o plano do projeto?
— Que plano de projeto?
— O plano que ela fez para o Grupo Martins! O que recebeu a aprovação do velho Sr. Paulo! Ela assinou o contrato, mas sem o plano de projeto dela, você acha que o velho Sr. Paulo vai ficar satisfeito? Se a mandarmos embora agora, a multa por quebra de contrato vai nos levar à falência!
Só então Cláudia sentiu um pânico real.
— Mas... mas o que a gente faz agora?
Enquanto Cláudia entrava em pânico, Nádia sorria.
— Então você a defendeu mais cedo por causa do plano do projeto dela?
Nádia estava exultante.
Ela sabia que Sérgio não mudaria de lado de repente.
A ligação deles era muito mais profunda que qualquer coisa com Amélia.
Sérgio não respondeu a Nádia. Seu rosto era uma máscara de fúria.
— Se não conseguirmos o plano da Amélia, estamos todos acabados!
— Eu não sabia que era assim! — disse Cláudia, desesperada. — Se eu soubesse, teria enganado ela para conseguir o plano antes de expulsá-la!
— Eu te mandei calar a boca várias vezes! Por que você não consegue controlar essa sua língua!
Cláudia ficou sem graça. Como ela poderia saber de algo assim?
Nesse momento, Daniel falou.
— Daniel vai procurar a mamãe. Vou pedir para ela entregar o plano do projeto.
Ao ouvir o neto, o rosto de Cláudia se iluminou.
— Isso! Daniel, vá procurar sua mãe. O ponto fraco de uma mulher que tem um filho é sempre o filho.
— Você consegue?
Sérgio olhou para Daniel, que respondeu com uma seriedade assustadora para sua idade.
— Papai, pelo Grupo Barros, Daniel vai convencer a mamãe. Não vou deixar o Grupo Barros em apuros.
...
Na casa da família Vieira.


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Comentários
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