A voz de Amélia tornou-se subitamente gélida.
— Eu mudei? Pergunte a si mesmo. Pergunte à sua mãe. E pergunte àquela cunhada presa. Ah, perdão, não é sua esposa atual?
— Meu casamento com ela não foi concluído. Ela não é minha esposa.
— Sérgio, você é mesmo implacável. Nádia foi presa e você já lavou as mãos. Agorinha me chamava de sem coração, mas parece que você não tem humanidade alguma.
— Amélia, você não entende a importância de Nádia para o Grupo Barros. Se ela cair, o Grupo Barros cai junto.
— Então você é um incompetente. Sem alguém para se escorar, você faliu.
— Amélia, você...
Nesse momento, Sérgio ouviu vozes de crianças ao fundo.
— Amélia, vamos soltar pipa? A maninha também quer.
— Claro, vou com vocês.
Amélia voltou ao telefone:
— Não tenho tempo para papo furado. Vou soltar pipa com as crianças. Como já estamos divorciados e não somos íntimos, adeus.
Amélia desligou na cara dele.
Sérgio ficou estático, fervendo de raiva.
Aquela mulher desligou na cara dele.
O filho deles estava sendo destruído e ela ia soltar pipa com os filhos de outro.
Amélia realmente tinha desistido do filho deles?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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