Sérgio, com um nó na garganta, não conseguia responder.
Os homens na porta foram diretos:
— Garoto, sua avó não mentiu. Acabou a mordomia. A casa é nossa. Você não é mais principezinho de nada.
Um deles comentou com o outro:
— Sou um anjo, né? Explicando a realidade para a criança.
— Com certeza. Serviço social.
Daniel começou a chorar descontroladamente.
Como aquilo era possível?
— Foi o Lucas! Foi o Lucas! O que ele fez com a gente? Por que ele destruiu minha casa?
Sérgio, atordoado, não tinha paciência para os delírios do filho.
— Vou mandar vocês para um hotel. Tenho que resolver coisas na empresa.
Daniel puxou a manga do pai:
— Papai, foi o Lucas! Ele que fez a gente falir!
Sérgio estava irritado demais. Como uma criança faliria um império? Devia ser briga de escola.
— Chega! Vão para o hotel agora.
Sérgio despachou a família e saiu.
Daniel, desesperado porque ninguém acreditava nele, agarrou a mão da avó.
— Vovó, acredita em mim! Foi o Lucas!
Cláudia retrucou:
— Daniel, pare de bobagem. Uma criança não tem esse poder. Foi obra da Amélia e do Afonso!
Daniel soluçou. Cláudia continuou seu veneno:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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