A Sra. Sousa parou, com lágrimas nos olhos.
— Quem? Trouxemos especialistas da Suíça, dos Estados Unidos...
— Ninguém deu esperança.
— Quem é esse milagreiro?
Cláudia respirou fundo:
— Amélia.
— A ex-mulher do meu filho.
A Sra. Sousa soltou uma risada amarga.
— Amélia? A caipira?
— Aquela que você vivia chamando de inútil? De lixo?
— Você ficou louca, Cláudia?
— Não estou louca! — insistiu Cláudia.
— Vocês lembram quando eu fiquei paralisada?
— Fiquei de cama, sem mexer nada além dos olhos.
— Quem me curou foi ela.
— Foi a Amélia, com aquelas agulhas estranhas dela.
— Em poucos meses, eu estava andando de novo.
A Sra. Sousa franziu a testa:
— Mentira.
— Você disse a todos que foi um médico alemão que a Nádia contratou.
— Nós até chamamos esse tal médico para ver nosso filho, e ele não fez nada!
Cláudia mordeu o lábio, envergonhada.
— Eu menti.
— Eu detestava a Amélia. Ela era pobre, sem classe.
— Eu amava a Nádia, ela era rica, da elite.
— Então eu dei o crédito da cura para a Nádia para humilhar a Amélia.
— Mas a verdade... a verdade é que foi a Amélia quem me salvou.
— Ela tem um saber milenar. Ela é um gênio da medicina oriental.
— Se ela me fez andar, ela pode fazer o filho de vocês acordar.
Os Sousa trocaram olhares.
A confissão de Cláudia era humilhante demais para ser mentira.
Ela estava admitindo ser uma sogra monstruosa e ingrata.
— Você é uma pessoa horrível, Cláudia — disse o Sr. Sousa com nojo.
— A menina te limpou, te curou, e você a tratou como lixo?
— E agora quer usá-la de novo?
— Eu faço qualquer coisa! — gritou Cláudia.
— Mas vocês precisam ajudar a Nádia.
— Se vocês tirarem a queixa, ou ajudarem na defesa, eu convenço a Amélia a vir aqui.
— É uma troca. A vida da Nádia pela vida do filho de vocês.

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