Os olhos de Vitória brilharam como diamantes.
— Vinte por cento? — Ela calculou rapidamente. — Agora estamos falando a minha língua!
O casal Sousa não estava brincando. Antes de virem, traçaram cenários de guerra. Esperavam que Amélia exigisse a alma deles. Vinte por cento era a cartada final, o limite da dor financeira.
Mas como Amélia aceitara sem negociar, eles decidiram oferecer o máximo de imediato para garantir o compromisso.
Natanael e Sebastião, ouvindo das sombras, quase engasgaram. Vinte por cento de um conglomerado daquele tamanho? Era uma fortuna incalculável.
— Amélia — continuou Igor, a voz trêmula de emoção —, se achar pouco, podemos aumentar. Se trouxer meu filho de volta, dou o Grupo inteiro. O dinheiro não serve de nada se a família estiver morta.
Era a verdade nua e crua. Com a filha no corredor da morte e o filho em coma, o império Sousa era apenas um monte de poeira dourada.
— Vocês são pais sofrendo — disse Amélia, sem ganância no olhar. — Se eu puder acabar com essa dor, farei isso com prazer.
Para ela, as ações eram irrelevantes. Salvar o rapaz significava salvar três vidas. Era uma equação matemática de bondade.
— Eu vou junto! — decretou Vitória. — Vou mandar preparar o contrato agora mesmo.
— Não precisa — Igor tirou uma pasta de couro da maleta. — Já está pronto. Assinado e com firma reconhecida.
Vitória pegou o documento, verificou as cláusulas e sorriu satisfeita.
— Isso é eficiência. Gostei.
Ela guardou o contrato como se fosse um troféu.
— Aceito em nome dela. A partir de hoje, sou a empresária da Amélia. Ela cura, eu cobro.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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