— Sr. Afonso, vou levar a Nádia de volta e mantê-la sob vigilância estrita. Garanto que ela não colocará os pés fora da mansão da família Sousa. Quanto ao meu filho, deixo a vida dele em suas mãos, Sr. Afonso.
— Não adianta confiar a vida do seu filho a mim. Eu não sou médico, muito menos tenho poder para negociar com a Morte.
Igor fez uma reverência respeitosa para Amélia e disse:
— Srta. Amélia, sei que a Nádia lhe causou transtornos nestes dias, mas imploro, persista um pouco mais e salve meu filho. Mandarei entregar o contrato de transferência de 50% das ações do Grupo Sousa.
— Certo. Podem vir amanhã de manhã.
— Combinado.
Igor arrastou Nádia dali. No instante em que se virou, Nádia lançou um olhar para trás. Um olhar gélido, carregado de veneno.
"Maldita Amélia", pensou ela. Não acreditava que aquela mulher tivesse tanto poder.
Acordar um vegetal? Impossível.
...
O contrato com os 50% das ações da família Sousa chegou primeiro. Vitória, analisando o documento, vibrou:
— Agora que garantimos metade do Grupo Sousa, assim que o Sr. Sousa acordar e denunciar a Nádia, será o xeque-mate. Perfeito.
Vitória estava exultante, mas ao notar os olhos vermelhos de cansaço de Amélia, seu tom mudou para preocupação:
— Amélia, olhe para você. Seus olhos estão injetados. Vá descansar um pouco.
— Estamos num momento crítico, não posso sair. Vitória, vá você. A vovó precisa de cuidados.
— Tem razão. Com aqueles dois urubus ainda em nossa casa, preciso voltar para ficar com a vovó. Afonso, você fica aqui com a Amélia.
Amélia, tensa, tentou dispensá-lo:
— Não precisa, Sr. Afonso. Volte para casa. As condições no hospital são precárias, é muito desconfortável para você. Seus homens já estão montando guarda, isso me tranquiliza.
— Eu fico. Comigo aqui, você pode dormir em paz. Sei que não confia em mais ninguém.
Amélia calou-se. Afonso lia sua mente. Por mais seguranças que ele enviasse, a presença dele era a única coisa que lhe trazia uma paz real.
— Sua perna ainda não está curada. Não pode varar a noite.
Assim que cruzaram a porta, Igor apontou o dedo para Nádia, trêmulo de raiva:
— Me diga a verdade! Foi você quem prejudicou seu irmão?
Nádia agitou as mãos freneticamente, com uma expressão de pânico teatral:
— Pai, mãe! Fiquei presa tanto tempo e vocês nem perguntam se sofri? Só escutam a Amélia e o Afonso?
Ela forçou as lágrimas.
— Como eu poderia fazer mal ao meu irmão? Vocês sabem como ele sempre foi bom para mim. Tudo o que eu pedia, ele comprava. Como eu teria coragem?
— Você não fez isso pela herança do Grupo Sousa?
— Mãe! Como pode dizer uma coisa dessas? Os outros podem duvidar, mas você? — Nádia soluçava. — Eu sei desde pequena que o Grupo Sousa é do meu irmão. Meu alvo sempre foi a fortuna do Grupo Barros! Por que acham que escolhi o irmão do Sérgio e não o Sérgio?
Ela respirou fundo, montando sua lógica distorcida.
— Eu sabia que o irmão mais velho herdaria a presidência. Casei com ele para ser a senhora presidente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....