Igor, transtornado, explodiu:
— O menino mal abriu os olhos! Por que diabos você tinha que tocar nesse assunto agora?
— Porque isso é vital para a nossa família! Eu preciso saber se foi a nossa filha que destruiu a vida dele! É a irmã que ele mais amava!
Escondida atrás da porta, Nádia ouvia tudo. O coração martelava na garganta ao escutar a mãe perguntando se ela era a culpada.
Amélia agia rápido, aplicando agulhas em pontos vitais. Wilson conseguiu puxar uma lufada de ar.
— Não... não foi a irmã!
Wilson esticou o pescoço, usando suas últimas forças para gritar:
— Não... não irmã...
— O quê? Filho, o que você está dizendo? Não foi sua irmã que te machucou?
Mas Wilson não conseguiu explicar. Os olhos reviraram, as pálpebras se fecharam, e o som agudo e contínuo do monitor cardíaco preencheu o quarto.
Uma linha reta.
Wilson... morreu.
Karina entrou em colapso, berrando:
— Filho! Filho! O que aconteceu? Você tinha acordado! Volta para mim!
No corredor, Nádia soltou o ar que prendia. Um alívio mórbido a invadiu.
Amélia realmente tinha o dom de acordá-lo. Que perigo.
Sorte a dela ter um plano B. E sorte maior ainda ter chegado a tempo.
Ela precisava sumir dali e se livrar das evidências antes de encenar o teatro.
— Levem o Wilson para a sala de reanimação, agora! — comandou Amélia.
Ela não desistiria. Empurrou a maca, correndo para a emergência.
Karina e Igor desabaram no chão do corredor, em frente às portas fechadas. Como podia? Ele estava vivo há segundos atrás!
Karina chorava até perder o fôlego. Igor a abraçou, tentando manter uma esperança que ele mesmo não sentia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
Por favor, atualizem o livro....