Vitória planejava sair de fininho, na ponta dos pés, para deixar o casal a sós.
O filho finalmente estava agindo como homem apaixonado, e ela não seria a sogra inconveniente a atrapalhar. Mas, ao tocar na maçaneta, o caos explodiu no corredor.
— Ei, mudinha! Você não tem olhos na cara? Ou é uma vaca cega que sai atropelando tudo? Qual é o seu problema?
"Mudinha"?
O sangue dos três gelou instantaneamente. Estavam falando de Tânia.
Amélia abriu a porta com violência e saiu.
No corredor, Lucas protegia Tânia com o próprio corpo, encarando Sebastião com a fúria de um pequeno leão.
— Estávamos brincando e não vimos você. Eu peço desculpas pela minha irmã, mas você vai pedir desculpas para ela agora! Quem você pensa que é para chamá-la de mudinha?
Lucas podia ser pequeno, mas sua aura era gigantesca. Ninguém tocava na irmã dele.
Sebastião olhou para baixo, com o desprezo típico dos covardes:
— Que lindo, o irmãozinho protetor. Mas eu menti? Ela é uma mudinha inútil. Mande ela falar alguma coisa. Se ela abrir a boca e disser uma frase, eu peço desculpas.
O rostinho de Tânia estava vermelho de humilhação, os punhos cerrados.
— Seu desgraçado! Já que não entende linguagem humana, não vou gastar saliva!
Lucas não esperou. Lançou uma voadora direto no peito de Sebastião.
O golpe foi preciso. Sebastião, pego de surpresa pela audácia da criança, cambaleou e caiu de costas no chão, com um baque surdo.
Sebastião estava atordoado. Como um moleque tinha tanta força?
Mas os herdeiros da família Vieira treinavam artes marciais desde o berço. Aquele chute tinha técnica.
— Moleque maldito! Você teve coragem de encostar em mim? Eu vou te colocar no seu lugar!
— A família Vieira não faz distinção de gênero, mas uma bisneta muda? Isso é uma vergonha para o nosso nome.
Sebastião sorriu, venenoso:
— Nem sabemos de quem ela é filha. Vai ver a mãe também é defeituosa. Muda gera muda. Criança sem mãe é assim mesmo, selvagem, não sabe nem pedir desculpas.
Tânia tremia de raiva e dor.
[Minha mamãe não é muda! Não é!]
Ela gesticulava freneticamente, os olhos de corça transbordando lágrimas.
Amélia tentou acalmá-la, mas Tânia sinalizou para ela, desesperada:
[Amélia, a Tânia não é uma criança sem mãe. A Amélia é a mamãe da Tânia, não é?]

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....