— Eu sou a lua inalcançável no céu, e Amélia não passa de lama podre no chão.
O tom de Nádia era gélido e vingativo.
— Não quero apenas que ela me admire de longe. Quero esfregar na cara dela o quão inferior ela é. Quero que ela sinta na pele a sua insignificância!
Cláudia franziu a testa.
Aquilo não parecia apenas um desabafo.
Soava como um plano.
— Nádia, o que quer dizer? Vai acontecer alguma coisa?
— Você quer saber?
— Claro que sim!
Nádia sorriu, um sorriso cruel.
— Então vamos juntas. Vamos ver o quanto a ex-nora da família Barros pode ser humilhada.
Ela se levantou, ajustando o vestido caro.
— Duvido que, depois que a sujeira for exposta, depois que todos souberem da origem vil dela e do pai vergonhoso que ela tem... a família Vieira ainda tenha coragem de deixá-la entrar!
Cláudia não sabia os detalhes, mas a maldade no rosto de Nádia prometia um espetáculo.
— Vamos. Eu adoro um bom barraco.
...
Instituto de Pesquisa.
Assim que Amélia pisou no corredor, ouviu o burburinho.
Dois estagiários conversavam, empolgados.
— Viu isso? A Nádia Sousa vai assumir o Grupo Sousa. A festa vai ser insana.
— Eu vi! Convidaram a elite inteira, até celebridades. É a coroação da rainha.
— Com o Sr. Wilson morto, ela herda tudo. Vai entrar para o top 5 das mulheres mais ricas do país.
— Sorte pura. Nascer herdeira é para poucos. Inveja branca...
O estômago de Amélia revirou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
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