Amélia podia saber a verdade sobre o DNA, mas e daí? Quem tinha o amor e a conta bancária dos Sousa era ela, Nádia. Amélia podia tentar o quanto quisesse, mas jamais a tiraria daquele trono.
Nádia sorria sozinha, imaginando a bile subindo na garganta de Amélia durante o banquete. Seria o golpe de misericórdia. Ela teria tudo: o dinheiro, o status e a vitória moral.
Sua vida era perfeita. Ela controlava o destino de todos ao seu redor.
…
Garagem Subterrânea do Grupo Sousa.
Nádia estacionou o Maybach novinho que Igor havia lhe dado. Desceu do carro sentindo-se a dona do mundo, os saltos estalando no concreto. Atraía olhares e adorava isso.
Quando caminhava para o elevador privativo, uma figura surgiu das sombras, correndo em sua direção.
— Srta. Nádia! Espere, por favor!
Nádia virou-se e seu rosto se contorceu em desgosto. Era a mãe da Amélia. Célia.
A expressão de Nádia mudou de superioridade para nojo absoluto.
— Quem é você? — disparou Nádia, tapando o nariz como se sentisse um cheiro ruim. — Saia daqui, sua caipira morta de fome. Não tenho trocados.
Nádia girou os calcanhares, mas Célia, desesperada, correu para bloqueá-la.
— Srta. Nádia, sou eu, a mãe da Amélia. Nos vimos na mansão dos Vieira.
— Ah, a velha daquele dia — Nádia revirou os olhos. — O que você quer? Veio pedir esmola?
Célia engoliu o orgulho e a humilhação.
— Eu não queria vir… não queria atrapalhar sua vida de princesa, mas não tive escolha…
— Se não queria vir, então dê meia volta e suma! — cortou Nádia, impaciente. — Tenho reuniões importantes, não tenho tempo para ouvir lamentações de gente pobre.
Célia olhou fundo nos olhos frios de Nádia.
— Quem sou eu? Eu sou sua mãe. Sua mãe biológica.
O silêncio na garagem foi ensurdecedor. Então, a fúria explodiu nos olhos de Nádia.
— Você está louca? Bebeu? — Nádia gritou. — Minha mãe é a Karina Sousa! Olha para você, olha para os seus trapos! Como ousa dizer uma asneira dessas?
— Você tem uma marca de nascença nas costas, uma mancha vermelha do tamanho de uma unha. Você nasceu com ela.
— Grande coisa! A Amélia deve ter te contado para vocês armarem esse golpe ridículo! Vocês são patéticos!
— Não foi a Amélia — Célia insistiu, a voz embargada. — Eu vi quando você nasceu. Eu rezei todos os dias para que o casal que te levou não percebesse a marca, para que achassem que era sua.
Nádia sentiu o estômago revirar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
As histórias são muito legais, o chato é que no final o aplicativo corta pela metade cada capítulo, vc fica sem entender pois, corta o final já começa o outro com outra coisa,ou seja, não dá continuidade, fica sem contexto....
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....