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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 642

— O lema da família Vieira é ajudar quem precisa — respondeu Afonso, com um tom glacial. — Estou apenas lhe dando um conselho: não bata em Amélia. Caso contrário, no futuro, mesmo que você implore de joelhos para que ela a reconheça, ela jamais a perdoará.

Ao ouvir as palavras de Afonso, Karina soltou uma gargalhada histérica.

— Eu? Implorar para Amélia? É a piada do século! Ela causou a morte do meu filho e agora tenta destruir minha filha. Se eu não acabar com a raça dela, já é lucro. Pedir desculpas? Eu não tenho Alzheimer para esquecer o que ela fez!

Igor interveio, com o rosto fechado:

— Mandem imprimir outro acordo de herança agora mesmo. É apenas papel. Quero ver quanto fôlego ela tem para rasgar. Imprimam mil cópias! Deixem a Srta. Amélia e o Sr. Afonso rasgarem até os dedos sangrarem.

Ouvindo o pai, Nádia sorriu triunfante para Amélia:

— Ouviu, Amélia? Meu pai mandou imprimir mil cópias para vocês se divertirem. Parece que o Sr. Afonso não vai poder te salvar dessa vergonha. Vamos ver se você tem mãos suficientes. Não vai sair daqui até rasgar tudo.

Nádia exalava a arrogância de quem tem a situação sob controle.

— Assim que eu assinar, serei oficialmente a herdeira do Grupo Sousa. Tenho que te parabenizar pela tentativa, Amélia. Até preparei um presentinho de consolação para você.

— Presente? — Amélia arqueou uma sobrancelha. — Com essa sua aura de nova rica desesperada, o que você poderia me dar? É patético.

Nesse momento, Amélia sacou um gravador do bolso. Ao apertar o botão, a voz de uma mulher ecoou pelos alto-falantes do salão.

[Filha, me escute. Você é minha filha biológica. Na época em que você nasceu, quando seu pai descobriu que era uma menina, ele xingou de tudo quanto foi nome, disse que era prejuízo e ameaçou te vender.

Eu conhecia a índole dele, tinha pavor que ele te fizesse mal ou te vendesse mesmo.

Além disso, eu sabia que comigo você não teria futuro. Em vez de deixar seu pai te vender, achei melhor te colocar numa boa família.

Célia jogou o gravador no chão e pisou nele com força, esmagando o dispositivo repetidas vezes.

A reviravolta deixou todos atônitos.

Amélia encarou Célia. O olhar daquela mulher, que deveria ser sua mãe, era de puro ódio, como se quisesse retalhá-la ali mesmo. Amélia nunca a vira olhá-la daquele jeito antes.

Com calma assustadora, Amélia disse:

— Mãe, por que tanto nervosismo? A gravação que eu toquei não mencionava que o bebê trocado era a Nádia. Como você sabe que é ela?

Enquanto falava, Amélia tirou outro gravador do bolso e apertou o play, reproduzindo exatamente o mesmo trecho.

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