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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 653

Quanto mais escândalo Karina fizesse, melhor. O ideal seria se ela matasse Amélia ali mesmo ou obrigasse Igor a assinar a transferência das ações imediatamente.

Todo aquele esforço de deitar no chão frio precisava valer a pena.

Amélia olhou para baixo, observando Nádia. A "desmaiada" tinha um leve tremor no canto da boca, uma falha na máscara de fingimento. Estava se sentindo vitoriosa, achando que tinha os pais na palma da mão.

— Parem de discutir — disse Amélia, elevando um pouco a voz. — Eu disse que daria um presente à família Sousa. Desejo que a família Sousa tenha muita harmonia e que todos possam se reunir, felizes e completos.

Aquelas palavras foram como gasolina no incêndio da fúria de Karina.

— Meu filho foi morto por sua causa! Minha filha está aqui, com um pé na cova por sua culpa! E você vem me desejar harmonia e união? Você é sádica! Isso é zombaria!

Karina tentou avançar novamente, mas Igor a segurava firme.

Ele sabia que não podia deixar a esposa agredir Amélia, mas também não entendia o jogo da jovem. Por que falar em "família completa" para pais que acabaram de enterrar um filho? Soava cruel e fora de hora.

Nádia, no chão, estava se coçando para levantar. Se não estivesse fingindo estar inconsciente, levantaria agora mesmo para jogar mais lenha na fogueira.

"Ousada! Falar de reunião familiar com o Wilson morto? Isso é esfregar sal na ferida! Ótimo, continue assim, Amélia. Faça minha mãe te odiar ainda mais!"

De repente, Nádia sentiu dois chutes na perna.

Amélia, olhando para o corpo estendido, disse com desdém:

— Ei, Nádia. Pode parar com o teatro. Se continuar fingindo desmaio, como vai assistir ao próximo ato do show?

Amélia cutucou Nádia com o pé novamente. Nádia hesitou. Se levantasse agora para xingar Amélia, provaria que estava consciente o tempo todo. Decidiu manter a posição, imóvel como uma pedra.

Vendo que Nádia não reagia, Amélia virou-se para a porta e anunciou:

— Pode entrar.

"Não, não, não. É o sangue. Perdi sangue demais, estou alucinando. Aquele não pode ser o Wilson. Wilson está morto. Eu vi o atestado de óbito. Ele morreu!"

Ela tentava se convencer, mas seu corpo começou a tremer incontrolavelmente.

Karina e Igor, ao verem Wilson caminhando em direção a eles, estavam paralisados, pálidos como cera.

Karina nem conseguia dar um passo. Wilson parou diante dos pais e disse, com a voz embargada:

— Pai, mãe... sou eu. Perdão por ter feito vocês sofrerem tanto.

Os olhos de Wilson encheram-se de lágrimas.

Ao ouvir a voz dele, a realidade caiu sobre eles como uma bigorna. Não era um fantasma. Não era alucinação. Era o filho deles, vivo, respirando, ali na frente deles. Wilson!

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