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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 690

Igor, Wilson e Karina... eles pareciam amar tanto a Amélia agora, não é? Pois bem, Nádia pensou com um prazer sádico: que vejam ela morrer bem na frente deles!

Amélia, alheia ao perigo iminente, respondeu à mãe:

— O refeitório aqui é excelente, não precisa se incomodar em trazer canja.

Outra rejeição. Nem a comida de mãe ela queria. Amélia realmente detestava aquela mulher. E quem poderia culpá-la? Depois de tudo o que ouviu...

Karina olhou para Amélia, os olhos transbordando uma culpa infinita.

— Amélia... me perdoa. Por tudo o que eu fiz, por tudo o que eu disse. A culpa é toda minha.

— Não precisa se desculpar mais. O Wilson está curado, é o que importa. Desejo saúde para a família. Agora preciso entrar, tenho trabalho.

Amélia virou as costas.

Foi nesse instante que o assassino rompeu o último círculo de pessoas. Ele avançou com uma velocidade assustadora, sacando uma faca longa e brilhante, mirando diretamente no pescoço de Amélia.

Karina, que ainda olhava fixamente para a filha, viu o brilho da lâmina.

Suas pupilas contraíram. O tempo pareceu parar.

— AMÉLIA! SAI DAÍ!

O grito de Karina foi visceral. Seu corpo se moveu por puro instinto materno. Ela se lançou para frente, empurrando Amélia com toda a força que tinha.

Amélia cambaleou para o lado.

No segundo seguinte, um som abafado de metal cortando carne ecoou.

A faca, destinada ao pescoço de Amélia, enterrou-se profundamente no peito de Karina.

— AAAAAAH! ASSASSINO! TEM UM ASSASSINO!

A multidão entrou em pânico. Gritos de terror, pessoas correndo, o caos absoluto se instalou.

Amélia, que tinha sido empurrada, girou o corpo a tempo de ver a cena que ficaria gravada em sua retina para sempre: a faca cravada no peito de sua mãe biológica.

Naquele momento, a dor foi tão aguda que Amélia sentiu como se a lâmina tivesse perfurado seu próprio coração.

— Amélia... tenho medo de não ter outra chance de dizer...

— Você vai ter chance! Você vai ficar bem!

Amélia gritou para Wilson: — Traz o carro! Agora! Vamos para o hospital!

Ela nem percebeu que sua voz estava falhando, carregada de um desespero que ela tentava esconder.

Karina viu o pânico nos olhos da filha e sorriu, um sorriso fraco, mas genuíno.

— Filha... você não quis me aceitar como mãe... mas está tão nervosa por mim... — Karina tossiu, gemendo de dor, mas seus olhos brilhavam. — Eu estou feliz... Você não se machucou... A mamãe está feliz...

Igor chorava copiosamente, segurando a cabeça da esposa: — Aguenta firme, meu amor! Estamos indo!

Karina ignorou a dor e fixou o olhar em Amélia mais uma vez:

— Me perdoa... eu machuquei tanto você por causa da Nádia... eu não sabia que estava ferindo minha própria carne e sangue... Quando penso nisso, quero morrer de culpa... Me perdoa, filha... me perdoa, Amélia.

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