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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 697

— Amélia! Apareça agora! Aconteceu uma desgraça! Uma tragédia!

Cláudia berrava feito uma louca no portão da família Vieira.

Os seguranças tentavam barrá-la, mas a mulher estava possuída, gritando a plenos pulmões, fazendo um verdadeiro barraco.

Vitória, ouvindo a gritaria, saiu e deu de cara com a ex-sogra de Amélia.

— Cláudia, o que você está fazendo aqui de novo? Já não dissemos para parar de atormentar a Amélia?

— Chame a Amélia agora! O Daniel sumiu! Onde está aquela desnaturada? Ela não liga para o próprio filho?

O sangue fugiu do rosto de Vitória. A expressão dela congelou.

Daniel... desapareceu?

— Sai da minha frente! Eu vou falar com a Amélia! O filho dela sumiu e você quer me impedir? Que tipo de monstros vocês são?

Em qualquer outra situação, Vitória teria escorraçado Cláudia, mas aquilo envolvia o pequeno Daniel. A gravidade da situação a fez hesitar.

Aproveitando a brecha, Cláudia empurrou Vitória e invadiu a mansão da família Vieira, berrando como uma sirene quebrada.

— Amélia! Cadê você? O Daniel sumiu! Seu filho desapareceu e você aí escondida!

Amélia, ouvindo o escândalo, correu para fora. Ao processar as palavras de Cláudia, sentiu o coração despencar no peito.

— O Daniel sumiu? O que aconteceu? Fala!

— Eu estava com ele na rua comprando umas coisas, virei as costas por um segundo e ele evaporou! Procurei em todo lugar! — Cláudia gesticulava freneticamente. — Com certeza foi gente daquela Nádia! Aquela mulher está louca, perdeu o juízo de vez. Ouvi dizer que ela tentou te matar esses dias, não foi? Agora ela levou o Daniel! É óbvio que ela quer se vingar! Faça alguma coisa, salve meu neto!

Amélia franziu a testa, o pânico lutando contra a razão. Nádia seria capaz de usar uma criança inocente? Daniel, que sempre a tratou como mãe?

— Ela vai matar o menino! Ela quer te atingir, Amélia, e vai usar o Daniel para isso! Temos que achá-lo agora! — gritou Cláudia.

Vitória reagiu rápido:

— Vou mandar todos os funcionários da família Vieira para a rua. Nós também vamos procurar.

— Eu já mobilizei minha equipe — disse Afonso, voltando-se para Amélia com um tom suave, mas firme. — Amélia, respire. Meus homens são os melhores. Se ele estiver na cidade, nós o acharemos. Não se desespere.

A voz de Afonso foi um bálsamo para o pânico de Amélia. Ela assentiu, trêmula.

— Nós vamos para a rua também — decidiu Afonso, segurando o olhar dela.

— Eu vou junto! — exclamou Vitória.

Quando Afonso e Amélia iam sair, Cláudia se colocou na frente deles, apontando o dedo na cara de Amélia, destilando veneno:

— Agora você finge que se importa? Agora corre atrás? Eu te avisei! Eu disse que morar fora era perigoso, que o Daniel devia ficar com você aqui na fortaleza dos Vieira, mas você não quis! É orgulho, é? Ou medo da família Vieira te achar uma aproveitadora? Você achou que o menino era um estorvo para o seu romance e agora que ele sumiu deve estar aliviada, não é?

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