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Vá para o Inferno, Ex-Marido! romance Capítulo 714

O coração de Amélia disparou. Ele nunca agira assim. Teria tomado alguma pílula da loucura?

— Fico feliz que me considere um amigo.

Amigo? Apenas amigo?

Os olhos de Afonso avermelharam de frustração. Ele a beijou novamente, com ferocidade, como se fosse uma vingança, uma cobrança de dívida.

Amélia sentiu que morreria ali, sufocada pela intensidade dele. Reuniu todas as forças para empurrá-lo e ganhar um fôlego.

— Afonso! O que é isso?

Ele próprio não entendia seu descontrole. Havia prometido dar espaço, esperar que ela o amasse. Mas não queria mais esperar. A espera significava o risco de perdê-la para aquele traste.

Ele não toleraria esse risco.

— Ei! O que vocês estão fazendo?

A voz de Daniel ecoou, seguida pelo som de algo caindo na porta.

Lucas Vieira, irritado, reclamou:

— Daniel, pra que gritar desse jeito?

— Vim buscar minha mãe! — Daniel retrucou, e vendo que Amélia se levantava apressada do colo de Afonso, entrou na sala, indignado. — Mamãe, você voltou e nem foi me ver? Veio direto ver esse homem? No seu coração só existe ele e não eu?

Lucas, encostado no batente da porta, alfinetou:

— Criança mimada é fogo. Esqueceu que até outro dia nem reconhecia a Amélia como mãe? Que memória curta.

O sarcasmo de Lucas fez Daniel ferver de raiva, sem argumentos para rebater.

Vitória bufou, incrédula.

O menino era esperto, herdou o talento dramático do pai.

Daniel agarrou a mão de Amélia:

— Mamãe, eu quase me perdi lá. Tive tanto medo de nunca mais ver você e o papai. Me arrependi. Só quero ficar com vocês dois.

Lucas sentiu um arrepio de vergonha alheia.

Se não conhecesse a peça, até teria pena. Agora entendia o ditado: por trás de um coitadinho, há sempre um grande manipulador.

Antes tratava Amélia mal, agora bancava a vítima?

Ele merecia essa atenção?

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