— Amélia, abra os olhos e olhe bem para este buraco. E para o Afonso... ele não passa de história antiga no Grupo Vieira.
Sérgio Barros percorreu o ambiente degradado com um olhar de repulsa, destilando seu veneno. Ele continuou, implacável:
— Ouvi dizer que o avô dele, Natanael, mantinha uma segunda família escondida. Agora, o velho quer colocar o neto bastardo, Sebastião, no trono do Grupo Vieira. O Afonso nunca mais sentará na cadeira de presidente. Pare de alimentar fantasias inúteis ao lado dele.
Sérgio desejava derrotar Afonso em um campo de batalha justo, mas ver o rival ruir dessa forma patética era uma surpresa. No entanto, a frustração o consumia, especialmente porque tudo isso girava em torno de Amélia.
— E que diferença faz se ele é presidente ou não? — retrucou Amélia, com uma calma que irritava Sérgio.
— Como não faz diferença? Se ele não é mais o poderoso CEO, vocês vão apodrecer neste lugar caindo aos pedaços pelo resto da vida. Você pretende sustentar um aleijado e criar dois filhos que nem são seus? É essa a vida que você escolheu? Ser a empregadinha de luxo dele?
A raiva de Sérgio era palpável. Ele tentara inúmeras vezes reatar, oferecendo o mundo, mas Amélia sempre recusava, alegando que não queria ser tratada como serva na casa dele. E agora, lá estava ela, disposta a servir um homem inválido e cuidar de crianças alheias na miséria.
— Empregada? — Amélia ergueu o queixo, os olhos faiscando. — A única vez que fui tratada como empregada foi na mansão da família Barros. Aqui, eles não me veem como serviçal. Eles me tratam como família.
— Família? Não me faça rir. No fim do dia, você vai ter que limpar a sujeira de um aleijado e cuidar desses pirralhos.
Lucas, que ouvia tudo, deu um passo à frente, protegendo Amélia com seu pequeno corpo:
— Nós também cuidamos da Amélia. Cuidamos uns dos outros. Isso é ser família.
Sérgio zombou, olhando para o menino:
— Tão pequeno e já sabe contar mentiras bonitas. Amélia, volte para mim. Por que cuidar dos filhos dos outros quando o seu próprio filho espera por você?
— E por que eu voltaria para você, Sérgio Barros? — A voz dela era cortante.
— Você sabe que não existe mais nada entre mim e a Nádia. Nosso filho está em casa, esperando a mãe. Por que essa teimosia?
— Mesmo que a Nádia tenha desaparecido da face da terra, meus sentimentos por você morreram. Sem amor, não há casamento.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Vá para o Inferno, Ex-Marido!
Bem chegou a hora dos amigos da Amélia, os velhinhos da casa de repouso , que comandam tudo por fora, até mesmo no submundo, começar a agir, hora de acabar com a cobra da Nádia e Natanael e de quebra é claro Cláudia e seu filho covarde Sérgio ex da Amélia que fez da vida dela um inferno....
Por favor, atualizem o livro....