— Por que o Grupo GZ também cancelaria a cooperação com o Grupo Paiva? O Grupo Vieira eu entendo, afinal, o Afonso foi forçado a sair, mas o que diabos está acontecendo com o Grupo Paiva?
— Onde foi que o Grupo Paiva ofendeu o todo-poderoso Grupo GZ?
O rosto de Sérgio Barros estava lívido, uma máscara de pura frustração. Com a testa franzida, ele sibilou:
— O Grupo Paiva não pode retirar o investimento. Se eles saírem agora, o Grupo Barros está acabado!
Todos os projetos cooperativos estavam em andamento. Se o Grupo Paiva puxasse o tapete agora, o Grupo Barros sofreria uma queda fatal da qual jamais se levantaria.
Neusa, com a voz trêmula, tentou explicar:
— Eu sei o quanto você se dedicou a esses projetos, Sérgio, trabalhando dia e noite. Mas meu pai disse que vai cortar o financiamento. Se ele bater o pé e insistir nisso, eu... eu não tenho o que fazer.
Sérgio sentiu uma mistura de indignação e desespero.
Como isso pôde acontecer? E o pior: acontecer logo na frente de Afonso e Amélia. Sua humilhação estava completa. Ele planejava usar o renascimento do Grupo Barros para reconquistar o coração de Amélia, provar seu valor. E agora? O que lhe restava?
Afonso, com um sorriso de canto, comentou:
— O dinheiro mal chegou e já vai embora? O Grupo Barros está preso num ciclo eterno de falência?
As palavras de Afonso foram como gasolina no incêndio da fúria de Sérgio.
— Não cante vitória, Afonso! O que um inútil que foi enxotado do Grupo Barros tem para comemorar?
Amélia, com uma frieza cortante, interveio:
— Em vez de perder tempo latindo aqui, por que não vai implorar aos pés do presidente do Grupo Paiva? Quem sabe ele, sob pressão, ainda decida jogar dinheiro no poço sem fundo que é o Grupo Barros.
Sérgio virou-se para Neusa, ignorando o veneno de Amélia:
— Eu vou falar pessoalmente com seu pai.

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